Cervejas sem glúten e com menos álcool cativam público

Consumidor está procurando alternativas mais saudáveis e menos embriagantes

iG Minas Gerais | Rebecca R. Ruiz |

Popular. Produtores de cerveja dos EUA ampliam seus leques de opções para agradar consumidor
CRISTIANO TRAD / OTEMPO 30/08/10
Popular. Produtores de cerveja dos EUA ampliam seus leques de opções para agradar consumidor

Washington, EUA. De chá preto fermentado a cerveja misturada com suco de limão, os produtores de bebida estão inovando nos Estados Unidos. Dizem eles que se trata de adicionar valor nutricional à cerveja, ao mesmo tempo em que diminuem a quantidade de álcool e de calorias. Dessa maneira, algumas marcas procuram conquistar a lealdade das esquivas consumidoras – para quem bebidas alcoólicas casuais, como a cerveja, têm menos apelo – sem deixar os homens de fora.

Dominic Geracia, 24, por exemplo, um designer gráfico de Pittsburgh, diz que normalmente escolhe beber cidra em ocasiões sociais. “Não tem glúten e me satisfaz logo, É um jeito natural de limitar a quantidade que você bebe”, afirma. Ele conta que ficou feliz de ter mais opções saudáveis nos bares e restaurantes. As opções sem glúten se multiplicaram. A Redbridge, da Anheuser-Busch é uma cerveja sem glúten com 4% de álcool por volume. E a MillerCoors anunciou recentemente que começará a vender uma Coors Peak Copper Lager sem glúten em alguns dos Estados da costa oeste dos EUA em fevereiro, substituindo a cevada por arroz integral e obtendo proteínas de ervilhas. Ela terá 4,7% de álcool. “Existe cerveja sem glúten, de alga, de beterraba e todos os tipos de cervejas de frutas”, diz Giuseppe Pezzotti, palestrante sênior em administração de bebidas da Escola de Administração Hoteleira da Universidade Cornell. “Elas estavam por aí, mas eram locais. Hoje, vemos em todos os lugares”. Consumidores exigentes. Segundo Pezzotti, o aumento do interesse em bebidas excêntricas não apenas à preocupação com a saúde, mas também ao aumento da sofisticação do gosto dos consumidores. “Recentemente, tivemos uma revolução culinária, particularmente um tsunami de cozinha asiática. As pessoas foram expostas a mais opções e estão abertas a novos sabores”, explica. Jack Russo, um analista da empresa de investimentos Edward Jones, diz que os preços são cruciais para o sucesso das bebidas alternativas. “Esse tipo de produto é destinado a consumidores de classes média e alta que podem pagar por suas preocupações. Antes, algumas tinham um preço exorbitante”, diz ele. Barry J. Nalebuff, cofundador da Kombrewcha, no entanto, vê a moderação como um apelo. “As pessoas gostariam de beber alguma coisa, mas não querem ficar embriagadas. Como você pode se divertir, mas ainda conseguir funcionar depois, ir à academia ou escrever e-mails? É uma bebida alcoólica, mas não é preciso se sentir culpado”, finaliza.

O lucrativo negócio das cervejas leves As vendas de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos geram cerca de US$ 200 bilhões por ano, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International. A cerveja é responsável pela maior parte – cerca de 45%, ou 93 bilhões – do volume de vendas de bebidas.  Cervejas leves, com níveis moderados de álcool, somam cerca de metade de todas as vendas de cervejas, de acordo com o Grupo de Informações sobre Bebidas (Beverage Information Group), que acompanha as vendas nos EUA. A Michelob Ultra, cerveja light com 4,2% de álcool, ultrapassou as cervejas regulares em crescimento recente. O valor de uma garrafa de cerveja com menor teor alcoólico nos EUA fica entre US$ 2,00 e US$ 4,00.

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