Visual off-road é único diferencial do Spin Activ

Versão “aventureira” do monovolume se diferencia apenas pelos penduricalhos

iG Minas Gerais | Felipe Boutros |

Chevrolet Spin Activ
Márcio Maio/CZN
Chevrolet Spin Activ

É fato que brasileiro gosta de carro com apelo visual aventureiro, e a receita seguida pelas montadoras tem alguns elementos básicos, como molduras plásticas nos para-lamas, pneu de uso misto e estepe pendurado na tampa traseira. E a Chevrolet utilizou todos eles na versão Activ do monovolume Spin. Completam o “look”, os adesivos que identificam essa configuração na lateral do modelo e rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas.

Na frente, o para-choque foi redesenhado, ganhando vincos pronunciados nas extremidades e aplique na parte inferior em tom fosco escuro. Os faróis ganham máscara negra e lentes transparentes e os de neblina têm molduras em preto brilhante e Atrás, destaque para o estepe, claro.

O resultado, no geral, é bom e deixou o Spin com um visual até mais legal que o das outras versões, principalmente na traseira, onde o pneu sobressalente “preencheu” a tampa do porta-malas. Há, claro, o inconveniente de, sempre antes de acessar o compartimento, ter que articular o braço com o estepe pendurado, mas isso é comum aos modelos que adotaram essa solução e uma operação simples de ser executada.

Interior

Por dentro, a cabine passou por um processo de personalização. Os bancos têm desenho exclusivo, com estampa que engloba as cores branca, cinza e preta e costuras aparentes. A cor dos revestimentos internos é preta – nas outras versões é marrom. Uma moldura prateada no centro do painel envolve o já conhecido sistema multimídia MyLink com tela de sete polegadas, de série na Activ. Além dele, itens como ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores e vidros elétricos e sensores de estacionamento traseiros saem de fábrica.

A desvantagem é a impossibilidade de equipá-lo com os bancos extras no porta-malas, para levar sete ocupantes. No mais, o espaço interno é bom para os motoristas e para quem vai no banco traseiro, mas a Chevrolet pisou na bola ao não equipar o monovolume com encosto de cabeça e cinto de três pontos para o ocupante do meio, principalmente em um carro com apelo familiar. O porta-malas é outro ponto forte, com 710 l de capacidade. E ainda pode ser ampliado, rebatendo o banco traseiro (bipartido).

Conjunto

Sob o capô está o mesmo 1.8 litro de 106/108 cv com gasolina/etanol no tanque, que equipa as outras versões da minivan. O torque de 16,4/17,1 kgfm quando abastecido com os mesmos combustíveis aparece em 3.200 rpm. A unidade avaliada estava equipada com câmbio automático de seis marchas, mas há opção de manual com cinco velocidades. A dupla motor/caixa de marchas trabalha bem junta, mas, no caso, o mérito maior é da transmissão, que consegue se acertar mesmo com o propulsor trabalhando na “conta do chá”.

Nesta versão, a minivan ainda ficou 8 mm mais alta, em função da adoção de rodas maiores. Além disso, os pneus são mais largos e de perfil baixo, de uso misto. Com a nova distribuição de peso da versão Activ, uma nova calibração de suspensão, com molas e amortecedores de acertos específicos, foi providenciada, e o resultado agrada.

Preço e mercado

O Spin Activ tem preço inicial de R$ 63.340, o mesmo cobrado pela top de linha LTZ, que tem como diferencial a oferta de sete lugares. Cor metálica acrescenta R$ 1.300 ao valor total. A transmissão automática de seis velocidades, outros R$ 3.880. Completo, como a unidade avaliada, o modelo chega a R$ 68.520.

A Citroën pede R$ 69.290 pelo Aircross Exclusive com motor 1.6 e transmissão automática. Já a Nissan entrega a Livina X-Gear, com motor 1.8 e câmbio automático, por iniciais R$ 57.990. Já a Fiat pede R$ 63.338 pelo Fiat Idea em sua versão Adventure com transmissão automatizada, mas com motor de 132 cv com etanol.

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