Evangélicos fazem rebelião

Jorge Santos (PRB) disse que se tratava de preconceito contra os religiosos

iG Minas Gerais | TÂMARA TEIXEIRA |

Antes da votação do fim da verba indenizatória, o clima de balcão de negócios na base de Marcio Lacerda (PSB) foi escancarado na sessão desta sexta, na Câmara Municipal de Belo Horizonte.   

O vereador Henrique Braga (PSDB), vice-presidente da Casa, e membro da base, afirmou que não vota mais com os aliados porque a prefeitura não liberou a verba considerada ideal por ele para a realização de uma festa evangélica, coordenada pelo tucano. “Não votarei nenhum projeto do Executivo que envolva dinheiro, como empréstimos ou o ITBI (projeto de aumento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis)”, afirmou Braga. “Vou também trabalhar com colegas para não votar. A prefeitura só funciona com pressão”, disse.

O tucano conclamou todos os colegas evangélicos para também obstruir a pauta até que a prefeitura recebesse o grupo para uma conversa. De acordo com Braga, o município ofereceu “apenas” R$ 15 mil para o evento, que, segundo ele, é orçado entre R$ 450 mil e R$ 500 mil. Braga disse que, em anos anteriores, a ajuda do município foi de R$ 20 mil a R$ 30 mil.

Henrique Braga afirmou que, ao receber o retorno da prefeitura sobre o valor que seria disponibilizado, comunicou ao secretário de Relações Institucionais, Marcelo Ab-Saber, que sairia da base de governo, e ele teria lhe dito: “você está certo”.

Jorge Santos (PRB) disse que se tratava de preconceito contra os religiosos. Elvis Côrtes (SD) afirmou que a festa em questão traz turistas para a cidade. “Houve um cerceamento do direito de manifestação. É desrespeito”, afirmou Côrtes, antes da votação em plenário. 

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