Repúblicas dão o pontapé inicial da festa em Ouro Preto

Chega de turistas movimenta a cidade e a recepção dos foliões dá a largada para as comemorações

iG Minas Gerais | João Paulo Costa |

CIDADES : OURO RPO - MINAS GERAIS - CARNAVAL - CHAGADA  DE FOLIOES EM OURO PRETO .

FOTO: JOAO GODINHO O TEMPO - 13.02.2015
JOAO GODINHO O TEMPO
CIDADES : OURO RPO - MINAS GERAIS - CARNAVAL - CHAGADA DE FOLIOES EM OURO PRETO . FOTO: JOAO GODINHO O TEMPO - 13.02.2015

Enquanto os tradicionais blocos de Ouro Preto não saem, o esquenta do Carnaval na cidade fica por conta repúblicas, que já animam a festa. Em todos elas foliões chegam aos montes e vão se enturmando. “Neste fim de tarde, estamos recepcionando a galera que chega”, conta um estudante de engenharia Civil João Flavio Almeida, que vive na república Tabu, uma das mais tradicionais casas de estudantes da rua Direita, point dos jovens universitários.

De acordo com ele, a república Tabu foi criada em 1950 e desde então nunca deixou de participar do Carnaval na cidade. Atualmente, são 94 ex-alunos e grande parte retorna quase todos os anos para passar o carnaval entre os calouros e os novos visitantes. “Nossa pretenção nessa é realizar a festa sem objetivar o lucro, o lance é manter a tradição da festa: o carnaval universitário. A republica Tabu, só neste ano, recebera cerca de 70 foliões de todo canto do pais, veio gente de Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo e até de Roraima. E tem ainda os ex-alunos que comparecem, revela o estudante.

Renier Bittancourt, 27, de Petrópolis é um dos que vai animar a festa na Republica Tabu. Ele é DJ e vai animar os hospedes nesta sexta e nos próximos dias. “Além de tocar estou aproveitando o carnaval aqui na república. Estou muito feliz pela receptividade dos mineiros e muito a vontade aqui”, conta.

Já do outro lado da rua na republica Gaiola, ao som de funk e reggae, a galera também estava muito animada. A estudante de Fonoaudiologia Júlia Araújo, da cidade de Alfenas, 22, é uma das turistas hospedada na casa. Ela se diz animada com a interação entre as repúblicas. “Cheguei faz menos de duas horas e o que encontrei aqui foi um ambiente total de amizade, a galera da república da frente chega, conversa e interage com o pessoal da república que eu estou. Tudo muito tranquilo e essa abertura é legal”, afirma.

Já o web designer Paulo Vasconcelos, 25, do Rio de Janeiro veio com um grupo de amigos e também se mostrou surpreendido com o acolhimento do pessoal das Repúblicas “Tudo aqui é muito show. Moçada tranquila, mulher bonita e pregação: tudo o que eu quero”, brinca.

“Na noite de esta sexta-feira as republicas estão muito preocupadas com a recepção dos turistas, pois tem uns que chegam hoje e o resto amanha cedinho. Então as festas ficam mais concentradas nas republicas e no intercambio entre elas”, avalia Alejandro Rubinos ex-aluno da Republica Caverna.

Solteiras em Ouro Preto se manifestam Roberta Castro, 21 anos, estudante de jornalismo da UFOP “Se a mulher quer beijar beija, se a mulher não quer beijar não beija. Não deve existir tabu para nada, agora o lance dos homens beijar à força as mulheres é algo horrível”. Marina Rocha, estudante de arquitetura da UFOP

“ Acho uma falta de respeito, porque às vezes têm meninas que só querem aproveitar o carnaval e são coagidas. Eu, por exemplo, tenho namorado e, mesmo se não tivesse, acho que isso não pode ser feito com uma mulher”.

Aliane Amaral, estudante de direito da cidade de Lavras: “É uma situação extremamente inconveniente. A gente não quer só “pegação” e, sempre vem alguém tentando te agarrar. Ontem mesmo isso aconteceu comigo. Um cara tentou me agarrar e eu avisei o policial que havia um grupo que estava agarrando as meninas. Acho que as mulheres deveriam fazer isso sempre”. Precauções Luiz Gustavo Vitorino, estudante de Automação, morador da Republica Necrotério diz que a casa receberá este ano 80 turistas. Mas a preocupação não é só a festa.

“Teremos cinco dias de muita festa, mas a questão da água também é importante. Estamos fazendo uma campanha com os nossos visitantes e instalamos um aparelho eletrônico que conta o tempo da galera de baixo do chuveiro. Isso ajuda a gastar menos água nesses tempos de crise hídrica.”

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