Ucrânia denuncia aumento da ofensiva russa após acordos de Minsk

Pacto estabelece, entre outras coisas, um cessar-fogo a partir de 15 de fevereiro e retirada das armas pesadas da linha de frente

iG Minas Gerais | AFP |

Os rebeldes separatistas do leste da Ucrânia "atacam os acordos de Minsk", ao bombardear as populações civis, declarou nesta sexta-feira (13) o presidente ucraniano, Petro Porochenko, que acusou a Rússia de ter aumentado "significativamente" a ofensiva em seu país após o plano de paz assinado na capital bielorussa.

Poroshenko se referiu ao ataque dos rebeldes com lança-foguetes Grad contra a cidade de Artemivsk, que deixou nesta sexta-feira três mortos, inclusive uma criança de sete anos.

"Após o que nós acordamos em Minsk, não são apenas ataques contra civis, mas também contra os acordos de Minsk", declarou o presidente ucraniano, em Kiev, durante encontro com o premiê húngaro, Viktor Orban.

O pacto assinado na quinta-feira, após horas de negociações entre Kiev e os separatistas, com a participação de França, Alemanha e Rússia, estabelece, entre outras coisas, um cessar-fogo a partir de 15 de fevereiro e a retirada das armas pesadas da linha de frente.

O presidente ucraniano também acusou a Rússia de continuar presente no leste da Ucrânia. "Infelizmente, após os acordos de Minsk, a operação ofensiva da Rússia aumentou significativamente", lamentou Poroshenko.

Pelo menos 28 pessoas, entre elas 16 civis, morreram nesta sexta-feira, segundo os últimos balanços de Kiev e dos rebeldes, faltando pouco mais de um dia para a entrada em vigor do cessar-fogo.

O conflito entre as forças ucranianas e os separatistas pró-russos matou mais de 5.300 pessoas desde abril de 2014, segundo a ONU.

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