Bolsa fecha com alta de 2,2% por otimismo no exterior; dólar avança

O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, subiu 2,23%, para 50.635 pontos, sua maior pontuação no ano

iG Minas Gerais | Folhapress |

Argentina cria exigências para controlar volume de dólares no país
ADEM KAYA/ARQUIVO STOCKXPERT
Argentina cria exigências para controlar volume de dólares no país

Embalada pelo bom humor no exterior, a Bolsa brasileira encerrou a sexta-feira (13) em alta, ajudada por resultados animadores de varejistas e também pela forte valorização de bancos, Petrobras e Vale.

O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, subiu 2,23%, para 50.635 pontos, sua maior pontuação no ano. Com a alta, o índice acumulou valorização de 3,78% na semana e de 7,95% no mês. No ano, o avanço é de 1,26%. Das 68 ações negociadas no índice, 52 subiram e 16 caíram.

O volume financeiro negociado foi de R$ 6,6 bilhões, levemente acima do giro médio diário do ano, que é de R$ 6,5 bilhões até 12 de fevereiro.

Aqui, a Bolsa operou em linha com o otimismo que pairou no exterior. Na Europa, dados de crescimento econômico da zona do euro melhores que o esperado impulsionam os principais índices acionários. A expansão da área de moeda comum ocorreu após o principal membro do bloco, a Alemanha, ter avançado em um ritmo mais que duas vezes maior que o esperado.

De acordo com a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, a zona do euro cresceu 0,3% entre outubro e dezembro ante o trimestre anterior. Na base anual, o crescimento da zona do euro alcançou 0,9% no quarto trimestre, também 0,1 ponto percentual acima do esperado.

A Alemanha teve desempenho claramente melhor, crescendo 0,7% no trimestre, muito acima das expectativas de 0,3% de alta. O número marcou um retorno à sólida expansão na Alemanha depois de dois trimestres próximo de zero, impulsionando a taxa de crescimento no ano passado inteiro para 1,6%.

No cenário doméstico, destaque para as ações de bancos, Petrobras e Vale. Os papéis do Itaú fecharam em alta de 3,32%, para R$ 35,50, enquanto as ações do Bradesco subiram 2,66%, a R$ 36,60, e as do Banco do Brasil avançaram 6,45%, a R$ 24,60.

As ações da Petrobras também subiram, após a empresa anunciar que vai divulgar o balanço anual auditado até o final de maio deste ano.

Os papéis preferenciais da petrolífera, os mais negociados, subiram 5,16%, para R$ 9,99. Já as ações ordinárias, com direito a voto, tiveram valorização de 4,38%, para R$ 9,78. "Quando as notícias ruins param de sair, é um alívio para o papel. As ações sobem bastante na semana e no mês", diz André Moraes, analista da corretora Rico. "Por mais que não seja mais tão representativa no Ibovespa, a alta da Petrobras acaba empolgando o mercado", completa.

Na semana, as ações preferenciais da Petrobras acumularam alta de 9,54%. No mês, o avanço é de 22,13%, enquanto no ano os papéis têm leve queda de 0,30%. Em 12 meses, porém, as ações preferenciais da estatal caem 31,6%. Já as ações ordinárias sobem 8,3% na semana, enquanto no mês avançam 21,6% e no ano a alta é de 1,98%. Em 12 meses, porém, as ações caem 28,7%.

Os papéis preferenciais da Vale subiram 4,09%, para R$ 19,34. As ações ordinárias avançaram 4,17%, para R$ 22,48.

BALANÇOS

As ações da Usiminas caíram após o conselho de administração da empresa reprovar, na noite de quinta-feira, o balanço de 2014 e a proposta de pagamento de dividendos. Os papéis preferenciais da empresa tiveram desvalorização de 1,64%, para R$ 3,60. As ações ordinárias tiveram perda de 2,73%, para R$ 21.

Por outro lado, balanços positivos de Renner, Marisa e Grendene animaram os investidores. As ações da Renner subiram 7,62%, para R$ 77,49, após a empresa apresentar bom desempenho de vendas em 2014 e lucro líquido de R$ 218,6 milhões.

Os papéis da Grendene tiveram alta de 10,07%, para R$ 15,30, enquanto as ações da Marisa fecharam com leve alta de 0,21%, para R$ 14,52.

CÂMBIO

No mercado cambial, o dólar teve leve alta em relação ao real e alcançou o patamar de R$ 2,83. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 0,33%, para R$ 2,834. O dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 0,31%, para R$ 2,833.

Os investidores aproveitaram o dia para se desfazer de posições por causa do Carnaval. Investidores também seguiram atentos à política de intervenções do Banco Central brasileiro, que voltou a atrair atenções com a pressão cambial recente. A dúvida é se o BC estenderá o programa de intervenções diárias, marcado para durar "pelo menos" até 31 de março.

Na manhã desta sexta (13), o BC vendeu a oferta total de 2.000 contratos de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) por meio de suas atuações diárias no câmbio.

Foram vendidos 600 contratos para 1º de dezembro de 2015 e 1.400 contratos para 1º de fevereiro de 2016, com volume correspondente a US$ 97,8 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 13.000 contratos de swap para rolagem dos contratos que vencem em 2 de março, equivalentes a US$ 10,438 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 60% do lote total.

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