Militar suspeito da morte de casal foge do 2º batalhão dos Bombeiros

Soldado está envolvido no assassinato de Jardel Alves Madeira, de 35 anos, e de Sandra Pompermayer de Araújo, 38, que foi um acerto de contas do tráfico de droga, no final de 2013

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

O Militar Daniel Caldeira dos Santos Cruz, de 26 anos, suspeito da morte de um casal no final de 2013 fugiu de uma cela do 2º batalhão do Corpo de Bombeiros de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a corporação, a fuga aconteceu na madrugada desta sexta-feira (13). As polícias Militar e Civil foram acionadas para as buscas, mas ainda não há informações sobre o paradeiro do soldado, envolvido em um acerto de contas do tráfico de droga.

Daniel Caldeira dos Santos Cruz estava detido na sede do batalhão, no bairro Eldorado, desde março de 2014. A assessoria, no entanto, não soube informar se a cela era vigiada regularmente e se havia um circuito de câmeras no local.

Relembre o caso

Jardel Alves Madeira, de 35 anos, e a namorada Sandra Pompermayer de Araújo, 38, foram vistos pela última vez em 26 de dezembro de 2013, em Venda Nova, em Belo Horizonte.

Em 8 de janeiro de 2014, os corpos do casal foram encontrados na MGT–262, rodovia que liga Caeté a Sabará, com cabos de aço amarrados no pescoço e com lacres plásticos nos pulsos.

Jardel era um traficante do bairro Xangrilá, em Contagem, e havia combinado de pagar uma dívida do tráfico de droga no dia 29 de dezembro de 2013. Porém, quando chegou ao local combinado foi rendido por Cunha e pelos comparsas Roleta, o soldado do Corpo de Bombeiros Daniel Caldeira dos Santos Cruz, 25, e Filipe Dias de Oliveira, 22.

Os suspeito logo informaram que Madeira seria morto e se encaminharam para a casa dele, porque pretendiam roubar droga e objetos que encontrassem na residência. Chegando lá, encontraram Sandra, que pensavam estar viajando, e a mataram por ela ter visto a situação. Cruz foi quem enforcou os dois, segundo as investigações. O grupo levou uma televisão, celular e R$ 200.

Cúmplices

Semanas antes do crime, Jardel teria falado com Cunha que queria matar um desafeto e que precisava de alguém para realizar o homicídio. Cunha teria apresentado o militar como matador para Madeira. Os três teriam combinado o pagamento de R$ 3.000 para o assassinato que não chegou a acontecer. A polícia tem as hipóteses de que Madeira tenha desistido ou que os homens não teriam aceitado o preço pelo serviço.

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