Esperamos que trégua na Ucrânia seja levada a sério, diz ministro

O conflito se arrasta desde março do ano passado, quando a Rússia anexou ao seu território a península da Crimeia, região autônoma ucraniana

iG Minas Gerais | Folhapress |

Em visita ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, cobrou empenho da Ucrânia e de separatistas no acordo de cessar-fogo firmado entre as partes. O processo de negociação foi conduzido pela Alemanha e França.

"Resta a esperança de que as partes envolvidas levem a sério a assinatura dos compromissos que eles próprios definiram, e contribuam para a redução da tensão neste conflito", afirmou nesta sexta-feira (13) em entrevista coletiva.

O conflito se arrasta desde março do ano passado, quando a Rússia anexou ao seu território a península da Crimeia, região autônoma ucraniana.

"O sucesso desse acordo não depende da qualidade do papel, mas só será visível e poderá ser avaliado quando as partes em conflito que fizeram esse compromisso deram sua contribuição", completou.

Na manhã de hoje, o ministro teve encontros com a presidente Dilma Rousseff e seu homólogo no Brasil, o ministro Mauro Vieira.

Na pauta, estavam temas como o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, a situação na Venezuela e privacidade na era digital.

Bem-humorado, Steinmeier lembrou a derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo e afirmou ver "com alegria" que o jogo não deixou "nenhuma sombra sobre nossas relações".

"Se olharmos para os confrontos entre Alemanha e Brasil no futebol, vemos que Brasil ainda tem larga vantagem", emendou, diplomaticamente.

ORÇAMENTO

Durante coletiva, o chanceler brasileiro foi questionado sobre dificuldades financeiras de postos do Brasil no exterior. Visivelmente irritado, ele preferiu não comentar o assunto.

"Esse assunto não tem nada a ver com o assunto das relações bilaterais [entre Brasil e Alemanha]. E é um assunto que podemos tratar em outra ocasião. Não vou expandir agora", disse.

Vieira afirmou ainda que o ministério está discutindo com "todos os órgãos do governo envolvidos para que o fluxo [de recursos] seja regularizado".

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