Várzea das Flores terá acesso restrito

Após decisão da Copasa e das prefeituras de Betim e Contagem, lagoa terá entrada interrompida no Carnaval

iG Minas Gerais |

Interdição. 
Várzea das Flores pode ser interditada durante o Carnaval devido aos riscos apresentados
Alex Douglas
Interdição. Várzea das Flores pode ser interditada durante o Carnaval devido aos riscos apresentados

O acesso do público ao reservatório Várzea das Flores será restrito durante o feriado do Carnaval. A decisão, no entanto, só foi tomada nesta quarta (11), durante reunião entre a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Segundo a empresa, uma vistoria no lago apontou que ele está com menos de 30 % de sua capacidade e a aglomeração de pessoas pode comprometer a qualidade da água do reservatório. A Prefeitura de Contagem afirma que representantes da Defesa Civil e da Guarda Municipal estarão no local durante todos os dias do carnaval, juntamente com militares do Corpo de Bombeiros e da Marinha, atuando de forma preventiva. Segundo informações da Prefeitura de Betim, a decisão foi tomada como uma forma de segurança. Assim como em outras partes de Minas, as medidas para economia de água vão impedir a folia à beira da lagoa, conhecido ponto de lazer entre Contagem e Betim, que costuma receber cerca de 5.000 pessoas durante o Carnaval. A represa é responsável por parte do abastecimento da Região Metropolitana de BH e está apenas com 27,8% de sua capacidade. De acordo com o diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Perilli, a restrição é uma medida preventiva e necessária para a preservação dos recursos hídricos. Dessa forma, a abertura ao público no período poderia comprometer o pouco recurso restante, sujeito, por exemplo, a poluição e contaminação, por conta do descarte inadequado de recursos sólidos feito pelos visitantes. A possibilidade de afogamentos e acidentes com crianças, devido à presença de resíduos sólidos e outros materiais nas margens que agora estão expostas, também preocupa os órgãos de segurança, que prometem ação intensificada e em parceria para garantir a segurança no local. Por essa razão, Perilli destaca a importância de a Copasa tomar as providências legais nesse momento. “A reunião foi importante para fechar um consenso com os órgãos do Estado”, reforça. “Se sabemos que existe um risco, se estamos denunciando para a população e pedindo para ela economizar água, a Copasa não pode se eximir”, completa. Avaliação Uma avaliação realizada no local por representantes da Defesa Civil das duas cidades, da Marinha, da Guarda Ambiental de Contagem, da Copasa e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Contagem deixou o chefe da equipe de inspeção naval da Marinha, o capitão Cláudio Luiz da Conceição, preocupado com a situação da lagoa. Segundo ele, há muitos perigos para os banhistas na represa. “É preocupante o baixo nível de água da lagoa. Não vemos um ponto seguro para lançar embarcação. Os píeres na orla estão secos. Para os banhistas está perigoso porque são muitos os troncos de árvores e obstáculos no espelho-d’água”, revela. Outra preocupação é a presença de embarcações e banhistas nas mesmas áreas. “Deveria existir um plano de gerenciamento costeiro para disciplinar o balneário. Falta delimitação das áreas de embarcações e banhistas e placas de advertência. As embarcações, inclusive motos aquáticas, invadem a área dos banhistas, e vice-versa”, alerta o capitão.

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