Em busca da sustentabilidade

FMC apresentará resultados de reuniões com artistas em março

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Soluções para artes cênicas e músicas foram foco das reuniões
guto muniz / divulgação
Soluções para artes cênicas e músicas foram foco das reuniões

Criada em novembro de 2014, a diretoria de Artes Cênicas e Música da Fundação Municipal de Cultura começou suas atividades em busca da opinião de produtores e artistas desses setores antes de começar traçar ações. Depois de seis reuniões, que tiveram início em janeiro, com representantes, a principal conclusão é que, embora haja demandas particulares de cada área, a sustentabilidade dos projetos é almejado por ambos.

“As demandas de cada um dos setores são bem complexas. Mas, em linhas gerais, a discussão gira em torno dos modelos de financiamento e de formas para que o projeto consiga mais visibilidade e dure por mais tempo”, comenta o titular da diretoria, Cássio Pinheiro, alegando que a única exceção da premissa é o setor de circo, cujo debate gira em torno do resgate.

Essas e outras reivindicações foram utilizadas para um programa de atuação, que será finalizado hoje. Segundo o diretor, medidas de curto e médio prazo foram elaboradoras e serão apresentadas à sociedade civil no início de março. “Estamos no momento de começar a agir, mas antes os interessados devem conhecer tudo o que faremos”, diz.

Para o setor de artes cênicas, incluindo aí teatro e música, o documento prevê medidas para promover temporadas regulares durante todo o ano – principalmente entre março e dezembro –, diminuir o custo de manter peças no teatro e meios para melhorar a divulgação, sem aumentar o custo. “Nossa ideia é envolver restaurante, taxistas e hoteis e todos os serviços que tangenciam a experiência de ir ao teatro para contribuir com divulgação. Isso é bom, pois pode ser feito por meio de parcerias”, adianta Pinheiro.

O setor musical, por sua vez, encontra-se num cenário, de acordo com Pinheiro, em que a distribuição é o principal obstáculo. “Atualmente, produzir um CD ficou muito mais barato. Mas divulgar em rádios daqui, em que a maioria da programação é feita em outras cidades, ainda é difícil. E mesmo com a facilidade das redes sociais digitais, ainda é preciso ter inserção na mídia”, opina o diretor.

A atriz e participante do Conselho Municipal para Políticas Públicas Rita Gusmão tem suas impressões divididas sobre as reuniões. “Por um lado, se repetiu muito sobre questões que já são levantadas há muito tempo, e isso é um pouco desanimador. Por outro, é positivo ver um gestor público querendo se aproximar das pessoas”, comenta.

Com relação ao programa, ela espera que estejam contidas soluções para melhor distribuição de recursos financeiros e para as infraestruturas dos teatros dos centros culturais. “Está provado pela economia criativa que o Estado tem uma grande parte da produção cultural, mesmo porque, entre outras coisas, arte faz parte da educação, saúde e segurança”, diz.

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