Qualidade e confiança...

iG Minas Gerais |

Essas duas palavras do título da coluna, definem o que foi o Cruzeiro na última quarta-feira, em Nova Serrana, nos 3 a 1 contra o Guarani, de Divinópolis. A qualidade se refere ao estreante Arrascaeta. A confiança se refere ao atacante Leandro Damião. O uruguaio mostrou que, apesar da pouca idade, 20 anos, tem tudo para ser o maestro da equipe. Mesmo em um campo ruim, ele correu com inteligência, tabelou, buscou o jogo com passes rápidos e boa movimentação. Quase marcou, deu passes com estilo, cobrou faltas e deixou a China Azul cheia de esperança. O cartão de visitas foi mostrado. Agora o trabalho tem que ser aprimorado e bem feito, sempre. Os dois gols de Leandro Damião dão a ele a confiança de que ele mesmo precisava para jogar com mais tranquilidade. Ao mesmo tempo, dão a ele crédito com a torcida, que começava a contestá-lo. Alívio no Cruzeiro para o técnico Marcelo Oliveira, que está praticamente começando do zero. O time está sendo todo remontado. Tem lateral improvisado na zaga, tem muita gente contratada pra estrear ainda. “Paciência” é uma palavra bem-vinda nesse momento. Resta saber se o torcedor vai entender tudo isso.

Joga Cárdenas A Massa do Galo pede para ver Cárdenas em campo. O técnico Levir Culpi também vive essa expectativa. Tenho a mesma impressão da imensa maioria da torcida do Atlético e da imprensa em geral: Cárdenas chegou para ser titular. Já está no BID. Já tem condição de jogo. Questão de tempo. Li e ouvi muito a respeito de como ficaria o Atlético com o colombiano em campo e mais os argentinos Dátolo e Pratto e mais Luan e ainda Carlos. Prefiro aguardar. Problema bom para o técnico Levir resolver. Mas alguém deve sobrar. Neste sábado, às 19h30, contra o Democrata, de Governador Valadares, na Arena Independência, o colombiano deve entrar com o jogo em andamento. Muito de tudo que se discute, se ele será ou não titular, vai depender somente do seu futebol. Acerta outra vez o treinador ao escalar a força máxima. Longe de que o time precise de entrosamento e conjunto. Isso, o Galo tem mostrado de sobra. O time voa. O que ele precisa é, nas contas da sua comissão técnica, terminar em primeiro na fase de classificação do Mineiro. Ter todas as vantagens até o fim da competição. Jogo duro A vida do América não será fácil nesse sábado em Juiz de Fora, às 17h, contra o Tupi. O time da casa vem de vitória diante do Tombense e, na história recente, tem feito bons times no Campeonato Mineiro. Vale lembrar que, no ano passado, o Tupi bateu na trave e quase subiu para Série B do Campeonato Brasileiro. Perdeu a vaga para o tradicional Paysandu, do Pará. É um time que tem incomodado os grandes. Em casa, fica mais forte. O jogo de amanhã é um duro teste para a equipe do técnico Givanildo Oliveira. O América ainda não engrenou. O time não se encaixou. Saíram muitos titulares e entraram tantos outros de qualidade duvidosa. A vitória contra a URT, de Patos de Minas, foi no sufoco. O time passou aperto no fim do jogo. Não é possível que uma equipe de futebol dependa tanto de apenas um atleta. No caso do América, de Mancini. Tudo passa por ele. Os mais jovens procuram por ele. Outros jogadores têm que aparecer para ajudar. Givanildo sabe disso. Nem ele mesmo tem gostado do que tem acontecido. Ao trabalho, Coelho!

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