Associação de clubes leva sugestões ao ministro George Hilton

Lista foi elaborada por Vittorio Medioli, vice-presidente da entidade, que foi representado pelo deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG)

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Encontro aconteceu no último dia 10, em Brasília
Divulgação
Encontro aconteceu no último dia 10, em Brasília

O novo ministro dos Esportes, George Hilton, recebeu, no último dia 10, representantes da Associação dos Clubes de Vôlei (ACV), organização criada em 2014 e que busca valorizar o esporte dentro do Brasil, além de propiciar melhores condições para clubes e atletas, por meio, por exemplo, da captação de recursos.

Com o intuito de contar com o apoio do governo federal, a ACV foi até Brasília para estreitar os laços com a entidade comandada por Hilton.

“Fomos expor as principais necessidades do vôlei no Brasil. Essa aproximação nos permite discutir o vôlei de forma concreta, expondo a nossa vontade de crescer, de tornarmos os times cada vez mais estruturados, mostrando o potencial de milhares de atletas”, comenta Andrey Souza, secretário e tesoureiro da associação e dirigente do Montes Claros Vôlei.

Participou, ainda, do encontro, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), presidente da ACV. Barros entregou ao ministro uma proposta do Sada Cruzeiro, que visa aumentar o apoio do vôlei dentro do território nacional. O presidente do time mineiro, Vittorio Medioli, é o primeiro vice da ACV e, no documento entregue, estavam algumas sugestões. Medioli, na ocasião, foi representado pelo deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG).

Confira a lista de indicações levadas até o ministro.

- Criação da figura do “Clube Formador de atletas”, certificado pela CBV e ACV, e reconhecido pelo Ministério do Esporte, visando garantir o apoio à formação de jovens atletas, apoio aos atletas veteranos e ampliando a sustentabilidade econômica dos clubes.

- Os clubes deverão se enquadrar assim, na forma da lei, como associações esportivas sem fins lucrativos, e receber chancela de reconhecimento CBV/ACV/Ministério do Esporte.

- O clube “certificado” terá autorização para captar verbas provenientes de programas de lei de incentivo para participar de torneios oficiais, como a Superliga.

- No elenco inscrito na Superliga deverão ser obrigatoriamente inscritos 8 atletas sub-21 e 4 jogadores acima de 35 anos. Nas competições serão escalados obrigatoriamente, entre os 12 atletas, 3 sub-21 e 1 ultra 35, sendo os outros livres e podendo incluir até 2 atletas estrangeiros.

- A CBV é filiada à FIVB e a norma internacional estabelece que o organizador do torneio assuma todos os custos de deslocamento, estadia, prêmios, organização, segurança e cumpra com a contratação de transmissão televisiva dos jogos

- O Banco do Brasil e/ou outras empresas contratadas pelo organizador assumirão, através de patrocínios, os gastos e prêmios da Superliga. Devido à importância da Superliga, um dos torneios mais reconhecidos do vôlei mundial, sugere-se que, da renda auferida, sejam distribuídos R$ 8 milhões aos clubes, na fórmula de 36% em cotas de participação e 64% de premiação, adotando-se a proporcionalidade de outros torneios FIVB, como o Mundial de Clube de Vôlei.

- A criação, pelo Ministério do Esporte, de um programa de “Incentivo ao Vôlei formador de Atletas” podendo cada clube inscrito na modalidade apresentar um programa de captação de Incentivo Fiscal, no valor de R$ 1,6 milhão para disputar a Superliga. O clube assim poderá, junto aos contribuinte da Receita Federal, seguindo as regras legais vigentes.

- O Ministério também criará um programa de Superliga B, que autorize a captação de R$ 600 mil para os clubes participantes, com a obrigatoriedade de inscrever até 50% de atletas sub-23 e 25% ultra 35.

- Haverá um especial esforço para contratar empresas de turismo que assumam as despesas de viagens com permuta de publicidade.

- A Superliga terá calendário de 7 meses, com 1 mês de interrupção, e dois períodos de 15 dias para realização de torneios, como Copa Brasil e as finais dos campeonatos estaduais.

- Haverá esforço para que pelo menos 2 redes de televisão transmitam os jogos, com cota de pelo menos 20% em canal aberto.

- Os clubes que cederem atletas para as seleções de base e adulta/profissional serão indenizados pela CBV/Patrocinador em valores calculados em dia/atleta  à disposição nos períodos de convocação

R$ 100 na categoria infanto, R$ 300 na categoria juvenil, R$ 600 até categoria sub-23

R$ 2.000 categoria seleção sênior. O período será calculado em quinzenas indivisíveis.

- A fase playoff se disputará nas quartas e semifinais em um melhor de 3 jogos e a final no melhor de 5 jogos, seguindo essa última os critérios da Superliga/Italiana