Agentes Municipais de Saúde de Belo Horizonte decidem continuar greve

Decisão foi tomada em assembleia nesta quinta-feira; prefeitura ainda não se manifestou sobre as negociações

iG Minas Gerais | Da redação |

Trabalhadores votaram contra a proposta da prefeitura
Sindibel/Divulgação
Trabalhadores votaram contra a proposta da prefeitura

Os servidores municipais que atuam como Agentes de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em Belo Horizonte decidiram manter a greve da categoria, que já dura 40 dias. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quinta-feira (12), na praça da Estação, no centro da capital.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), os servidores querem que a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) cumpra a Lei Federal 12994/14, que institui o Piso Salarial Nacional da categoria, além da inclusão dos agentes no já existente Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores municipais da Saúde. O salário pago atualmente para um ACS, de acordo com o sindicato, é de R$ 795, valor inferior ao piso instituído de R$ 1.014.

Ainda segundo o sindicato, durante a assembleia desta quinta, uma comissão formada por trabalhadores ACE, ACS e o presidente do Sindibel, Israel Arimar, se reuniu com o secretário municipal de Saúde, Fabiano Pimenta, e o com o secretário municipal adjunto de Recursos Humanos, Gleison Pereira. O Sindibel afirmou que não houve avanços na negociação, porque a PBH mantém seu posicionamento de não pagar o Piso Salarial Nacional da categoria enquanto não houver adicional do repasse do Ministério da Saúde.

Plano de carreira

Ainda segundo o Sindibel, a prefeitura apresentou três novos pontos que estendem alguns direitos dos servidores estatutários para os celetistas, que são equiparar o período de licença de luto e licença de casamento para 7 dias e retirar as servidoras grávidas do trabalho de campo com alguns meses de antecedência.

Em relação ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários, segundo o Sindibel, a PBH manteve a proposta de construção de um plano para a categoria nos próximos seis meses, a contar do fim de fevereiro, o que não atende os servidores, já que a reivindicação é pela inclusão no PCCS da Saúde.

A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada pela reportagem e ainda não se manifestou sobre a negociação. A próxima assembleia dos ACE e ACS foi agendada para quinta-feira (19), às 9h, na praça da Estação.

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