EI diz ter entrevistado viúva de autor de ataque a mercado em Paris

O artigo é acompanhado por uma foto de Coulibaly, mas não traz nenhuma prova de que a mulher efetivamente está na Síria ou no Iraque, área onde a facção constrói o seu califado

iG Minas Gerais | Folhapress |

O Estado Islâmico publicou nesta quinta (12) na internet uma suposta entrevista com Hayat Boumeddiene, viúva de Amedy Coulibaly, membro da milícia radical que atacou um mercado kosher de Paris no dia 9 de janeiro, matando quatro reféns.

O texto, em inglês e francês, saiu na edição número 7 da revista "Dabiq", publicação dos extremistas destinada aos militantes europeus e americanos. Nele, eles se referem a ela como Um Bashir al-Muhayira, nome islâmico usado por Boumedienne.

Na entrevista, a mulher que eles dizem ser a viúva afirma que a "migração" ao califado foi fácil. "Não encontrei nenhuma dificuldade. Viver na terra onde se aplica a lei de Alá é fantástico, me sinto aliviada agora que cumpri com minha obrigação".

O artigo é acompanhado por uma foto de Coulibaly, mas não traz nenhuma prova de que a mulher efetivamente está na Síria ou no Iraque, área onde a facção constrói o seu califado.

A entrevistada diz que o autor do ataque ao mercado ficou contente com a proclamação de um califado pelo Estado Islâmico, em julho, mas que não gostava de ver vídeos dos jihadistas porque queria imigrar para a região.

A suposta entrevista termina com uma convocação para os muçulmanos e, em especial, muçulmanas. Boumedienne deixou a França em 2 de janeiro e viajou no dia 8 da Turquia para a Síria, segundo as autoridades turcas.

O dia foi o mesmo em que Coulibaly teria matado uma policial em Montrouge, em Paris. Na manhã do dia seguinte, ele invadiu um mercado kosher em Paris, matou quatro reféns no local, antes de ser morto pela polícia.

Durante o sequestro, ele afirmou ser ligado ao Estado Islâmico e ter agido em associação com os irmãos Said e Chérif Kouachi, os autores do atentado ao jornal satírico francês "Charlie Hebdo", que matou 12 pessoas em 7 de janeiro.

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