Verba paga apartamento de luxo

Mas em bairros próximos à Assembleia, a menos de dois quilômetros de distância do local, existem imóveis bem mais baratos para alugar

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Além de justificarem o benefício com a necessidade de equiparação com o Judiciário, os deputados estaduais também alegam ter altas despesas para morar em Belo Horizonte, especialmente aqueles parlamentares do interior. O problema é que eles buscam locais de luxo para residir e sempre na zona Sul da capital.  

Um deles, o deputado de primeiro mandato e ex-secretário de Habitação de Uberlândia Felipe Attiê (PP) disse, após votar sim para a volta do auxílio-moradia, precisar tirar do próprio bolso o dinheiro – mais de R$ 5.000 – para residir na capital. O detalhe é que o deputado alugou um apartamento no bairro de Lourdes, a menos de um quilômetro da sede do Legislativo e uma das áreas com o metro quadrado mais caro da cidade.

Mas em bairros próximos à Assembleia, a menos de dois quilômetros de distância do local, existem imóveis bem mais baratos para alugar. Também na região nobre da cidade, no bairro Funcionários, há apartamentos de 100 m² – maior do que o de 85m² alugado pelo parlamentar na rua São Paulo – a um valor mensal de R$ 2.300. No mesmo bairro em que está localizado o Legislativo, no Santo Agostinho, existem apartamentos prontos para alugar ao custo de R$ 2.000, com 113 m², três quartos e uma vaga de garagem. Em uma área menos nobre se comparado a Lourdes, o Barro Preto tem ainda mais opções. Uma casa de 150 m², três quartos e uma garagem, sai por R$ 2.200 por mês. Há outros ainda mais baratos.

À Justiça Eleitoral, o parlamentar declarou R$ 2,2 milhões em bens. Não constam imóveis próprios. 

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