Guilherme de Pádua: 'Ameaça é história de carochinha'

Assassino confesso da atriz Daniela Perez foi denunciado por estar supostamente seguindo sua ex-mulher, que mora em BH

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Em entrevista ao site “Ego”, Paula Maia, 30, definiu a separação como conturbada, mas negou que estivesse sendo ameaçada. A mãe dela, porém, diz que a filha está sendo pressionada pela igreja
Reprodução / YouTube
Em entrevista ao site “Ego”, Paula Maia, 30, definiu a separação como conturbada, mas negou que estivesse sendo ameaçada. A mãe dela, porém, diz que a filha está sendo pressionada pela igreja

Alvo frequente de polêmicas envolvendo seu nome, Guilherme de Pádua volta a ser notícia. Dessa vez o assassino confesso da atriz Daniela Perez foi denunciado por estar supostamente perseguindo a sua segunda ex-mulher, Paula Maia, desde que ela teria se decidido pelo divórcio, após nove anos de casamento.

O colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”, noticiou o fato, e disse que Paula teria viajado para o exterior para fugir do ex-marido, que teria invadido o apartamento da família, em Belo Horizonte. Nos posts em uma rede social, familiares de Paula comemoraram a separação. “Paula, estou aqui para te parabenizar pelo seu divórcio!”, disse uma tia.

Em entrevista a O TEMPO, Pádua negou as acusações e disse que a separação foi “consensual”. “Essa história de ameaça é conversa fiada, história da carochinha”, disse. Ele acredita que os boatos teriam surgido dos parentes da ex-mulher. “Na época em que casamos, membros da família dela eram contra e fizeram críticas, e agora reascendem esse tipo de discórdia e de oposição como se estivessem dizendo ‘Tá vendo que ele não era um bom marido’?”, justifica.

Pádua afirmou que não gostaria de estar separado. “A gente não se casa para separar, mas casamento é de dois, não é só de um”, diz. Ele conta que, antes do divórcio, o casal passou por quatro meses de acompanhamento com pastores, psicólogos e psiquiatras na Igreja Batista da Lagoinha.

Leia a entrevista abaixo:

O TEMPO - Você acha que essas declarações partiram da Paula? GUILHERME DE PÁDUA - Não acredito, acho que não procede. Me disseram que ela disse que não partiu dela e que iria tentar consertar. Mas eu já imaginava que saísse algo assim, porque sempre acontece comigo. OT - Você queria a separação? GP - Sei que fiz tudo o que podia no sentido da palavra bíblica. Queria que fosse pra sempre porque quem converte acredita que casamento não é para separar. OT - O que pensa sobre a separação? GP - Até entendo, porque não é fácil viver ao meu lado. A pessoa não tem vida social, não pode ir a todos os lugares, é uma coisa pesada, compreendo essa desistência. Ela não tinha nada a ver com a minha história pregressa, e carregou uma cruz que não era dela, durou até muito. OT - Você teme que essa história te prejudique? GP - Não estou ligando, porque vivo em um meio cristão, onde todo mundo é testemunha do meu dia a dia, veem a minha conduta. Mas fazer o quê? É só mais uma, depois vai vir outra, já acostumei com isso.  

Sogra diz que tem medo

A mãe de Paula, Ângela Castro, confirmou a O TEMPO que o casal passou pelo acompanhamento onde, inclusive, foi constatado que a filha estava vivendo sob “alto nível de estresse e adoeceu”. “Alguma coisa estava acontecendo, ela não estava levando uma vida boa, o casamento já estava desgastado há dois ou três anos”, disse.

Após a separação, segundo Ângela, o ex-ator passou a “mandar mensagens para a Paula fazendo pressão psicológica”. Ela confirmou que Pádua entrou no apartamento da família. “Ele não falou que ia matar, mas hoje eu falo que tenho medo e que ele é uma ameaça”, afirma. Apesar disso, a mãe diz que não registrou queixa na polícia.

A mãe não soube explicar porque que em entrevista ao site “Ego” a filha negou que tenha sido perseguida. “Não sei quem e nem de onde, mas ela me ligou nervosa porque pediram pra ela se redimir do que estava fazendo”, diz.

Igreja de BH garante que não fez pressão O pastor Cláudio, da Igreja Batista da Lagoinha, também confirmou que o casal passou pelo acompanhamento, mas não acredita em ameaças. “Isso não foi relatado por nenhum dos profissionais. Fizemos tudo o que podíamos”, afirmou. O pastor também nega que exista qualquer tipo de pressão em relação à mudança no discurso de Paula. “A igreja nega plenamente. A mãe dela é que parece que está tentando colocar fogo no negócio”, diz. Segundo Cláudio, Paula não faz mais parte do projeto Arca de Noé, onde cuidava de animais abandonados, porque “se desligou da igreja para montar uma ONG”. Mas de acordo com a mãe de Paula, Ângela Castro, após o divórcio a filha “recebeu uma ordem de que deveria sair do espaço” e Pádua “tentou embargar a retirada do projeto”. “Ele buscou isso. Ele se coloca como coitado e ela sempre deixou que ele falasse o que quisesse, até que ele mexeu com o que ela ama”, afirma.

Relembre o caso

Guilherme de Pádua foi condenado a 19 anos e seis meses de prisão por assassinar a golpes de tesoura, a atriz Daniela Perez, em 1992. Ele teve a ajuda da então esposa, Paula Thomaz.

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