Quadro é difícil para consumo

iG Minas Gerais |

Porto Alegre. O resultado fraco das vendas do varejo em 2014 reforça a expectativa de um quadro muito adverso para o consumo em 2015, na avaliação do economista da Tendências Consultoria Integrada, Rodrigo Baggi. “Este ano será ruim para mercado de trabalho e para a renda de famílias. Além disso, a confiança está em níveis muito baixos, sem perspectiva de melhora, e a previsão é de menor tomada de crédito nos próximos meses. O ambiente como um todo é desfavorável”, afirma.

Segundo Baggi, a previsão da Tendências para as vendas do comércio em 2015 já eram modesta – avanço de 0,4% para o varejo restrito e de zero para o ampliado –, e agora será revisada para baixo. Ele acredita que o maior impacto negativo será percebido sobre o consumo de bens duráveis, que sofrem com a trajetória de alta dos juros. Ele ressalta que, se o panorama macroeconômico já tinha “vetores desfavoráveis”, os dados do IBGE só reforçam a possibilidade de desaceleração da atividade no horizonte. “A crise vinha do setor industrial há muito tempo, mas agora bate também na porta das famílias”, afirma. De acordo com o economista, os ajustes contracionistas que estão sendo promovidos pelo governo por si só criavam um contexto de desaceleração no primeiro semestre do ano, mas choques que não estavam previstos, como o agravamento da crise energética e as consequências políticas da operação Lava Jato, contribuem para a piora do quadro econômico.

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