Atletas começam a sentir diferença na preparação em CT da ginástica

Georgette Vidor, coordenadora do feminino, acredita que reflexo da estrutura nos resultados só virá com mais tempo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Arthur Zanetti surpreendeu porque não utilizou o movimento que leva seu nome na final
YVES LOGGHE/ ASSOCIATED PRESS
Arthur Zanetti surpreendeu porque não utilizou o movimento que leva seu nome na final

Demorou muito, mas agora os atletas da ginástica artística brasileira possuem um lugar para treinar. Quase um mês após a inauguração do centro de treinamento Time Brasil, os atletas já começam a sentir a diferença da estrutura na preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

Campeão mundial e Olímpico, o ginasta Arthur Zanetti, que cogitou treinar no exterior pela falta condições para se manter em alto nível no país, pretende utilizar o CT até os Jogos.

“Ainda não está decidido, mas provavelmente toda a seleção virá treinar aqui. Como meu clube já me ajudou muito, desde o início da minha carreira, espero que ele entenda essa nova fase, em que teremos que sair para treinar aqui. Com certeza é um bom motivo, que é o sonho da ginástica levar uma equipe completa para os Jogos Olímpicos e este centro de treinamento está nos dando uma estrutura excelente. Pelo planejamento, quero vir o mais rápido possível para ficar aqui até 2016”, declarou.

Outros atletas menos conhecidos também estão podendo comprovar a excelência do CT, como é o caso do ginasta Pétrix Barbosa, o primeiro a utilizar as instalações. Lesionado, o atleta tem encontrado toda a estrutura para maximizar a sua recuperação e poder voltar a competir. Ele estava parado desde setembro devido a uma fratura em uma vértebra da região lombar, retornando às atividades em janeiro.

“Comecei a treinar aqui no dia 6 de janeiro e os outros atletas chegaram quase duas semanas depois. O CT era tudo que eu precisava pois, além de estar voltando de contusão, ainda estava sem clube e treinava no Pinheiros temporariamente. Agora já estou perto de voltar a competir. Os aparelhos são muito bons e já podemos melhorar alguns elementos de nossas séries. Nas primeiras competições da temporada, o atleta ainda não está cem por cento, mas já vai dar para sentir uma melhora”, afirmou.

Apesar do suporte de última geração que os atletas possuem, a coordenadora das seleções femininas da Confederação Brasileira de Ginástica, Georgette Vidor, afirma que o reflexo da preparação não terá efeito imediato.

“Não existem milagres e as coisas não acontecem assim tão rápido na ginástica. Na Bélgica (Copa do Mundo, em maio) vamos ver como a equipe está e no Pan-americano (de Toronto, em julho, no Canadá) poderemos ver melhores resultados”, analisou.  Confira as etapas de construção do CT e da utilização do espaço pelos ginastas brasileiros:  

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