Bolsa cai após resultados corporativos e com exterior negativo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 0,56%, a 48.239 pontos

iG Minas Gerais | Folhapress |

A Bolsa brasileira fechou com desvalorização nesta quarta-feira (11), pelo segundo pregão seguido, afetada por resultados corporativos e pelo exterior conturbado com a possibilidade de saída da Grécia da zona do euro.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 0,56%, a 48.239 pontos. Das 68 ações negociadas, 28 subiram e 40 caíram. O volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 7,04 bilhões, acima do giro médio diário no ano, que é de R$ 6,52 bilhões, até o dia 10 de fevereiro.

No exterior, as preocupações com a permanência da Grécia na zona do euro jogaram pessimismo nos mercados mundiais nesta sessão. Nesta quarta (11), o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, partiu para um embate com ministros das Finanças da zona do euro, após seu novo governo liderado pela esquerda conquistar um voto de confiança do parlamento a favor de sua recusa de estender o resgate internacional.

Resultados corporativos também influenciaram o Ibovespa. Antes da abertura o Banco do Brasil, maior banco público brasileiro, anunciou lucro líquido de R$ 11,246 bilhões em 2014, queda de 28,63% na comparação com o ano anterior.

Vale lembrar, porém, que em 2013 o resultado do banco foi inflado pela venda de ações da BB Seguridade, no segundo trimestre daquele ano. Excluindo esse efeito, o lucro líquido ajustado -que exclui ganhos e perdas extraordinários- atingiu R$ 11,343 bilhões, alta de 9,6% em relação ao lucro líquido ajustado de 2013.

A inadimplência do banco subiu de 1,98% em 2013 para 2,03% no ano passado. As ações da instituição financeira subiram 1,11%, para R$ 21,95. Os papéis do Itaú Unibanco caíram 4,07%, para R$ 33,48, e as ações do Bradesco tiveram perda de 2,70%, para R$ 34,29.

As ações da BM&FBovespa também caíram nesta quarta-feira, um dia após a empresa registrar lucro abaixo do esperado pelo mercado. Os papéis caíram 3,76%, para R$ 8,95.

A BM&FBovespa anunciou que teve lucro líquido de R$ 232,8 milhões no quarto trimestre de 2014, alta de 28,5% ante mesmo período do ano anterior. A volatilidade provocada pelas eleições presidenciais impulsionou o volume de negócios com ações e derivativos em outubro e novembro, o que fez a receita total crescer 13,4% na comparação anual.

As construtoras protagonizaram as maiores baixas do Ibovespa, por serem prejudicadas por um cenário de aumento de juros como o que se configura no país com a alta do dólar a persistência da inflação. As ações da Even fecharam em baixa de 7,33%, a R$ 4,17. Os papéis da PDG Realty caíram 7,14%, a R$ 0,52. No sentido contrário, os papéis da ALL - América Latina Logística fecharam com o maior avanço, ao subirem 13,84%, a R$ 5,10. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a fusão das transportadoras ALL e Rumo Logística, controlada pela Cosan Logística, com restrições. Os papéis da Cosan Logística subiram 8,89%, para R$ 2,94.

A operação envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de R$ 11 bilhões e prevê o encerramento de disputas judiciais entre ambas as companhias em torno de contratos de transporte de commodities.

As ações da Petrobras tiveram fôlego para fechar em alta, mesmo com a explosão em uma plataforma de empresa que deixou pelo menos três mortos. Os papéis preferenciais da empresa, os mais negociados, subiram 1,23%, para R$ 9,03. As ações ordinárias, com direito a voto, fecharam em leve avanço de 0,23%, para R$ 8,85.

Os papéis da Vale também fecharam a sessão em território positivo. As ações preferenciais subiram 2,88%, para R$ 18,23, e as ordinárias fecharam em alta de 3,43%, para R$ 21,10.

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