Acusadores "tergiversam" sobre meus gostos sexuais, diz Strauss-kahn

Ele se referia ao depoimento de uma mulher que se identificou como Jade, que participou das orgias e afirma ter sido paga pelo ex-diretor do FMI para ir à festa

iG Minas Gerais | Folhapress |

FRANCOIS GUILLOT/ASSOCIATED PRESS
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O ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn disse nesta quarta-feira (11) que eram absurdas as acusações de que ele teria feito sexo com prostitutas durante festas organizadas por empresários amigos na França.

Para ele, os advogados de acusação que estão em seu julgamento por caftinagem "tergiversam sobre seus gostos sexuais", que, segundo ele, são "mais rudes que a média dos outros homens".

Ele se referia ao depoimento de uma mulher que se identificou como Jade, que participou das orgias e afirma ter sido paga pelo ex-diretor do FMI para ir à festa.

"Eu não disse a ele: 'Sou uma prostituta', mas do jeito que expliquei meu trabalho não havia dúvidas", disse Jade, que era dançarina que trabalhava em clubes de suingue e escolhia os clientes para fazer relações sexuais.

Ela ainda afirmou ter sido forçada a fazer sexo anal com Strauss-Kahn. "Não tive tempo de dar a volta, não tive tempo de dizer 'ufa', e já estava feito. Ele me penetrou pelo ânus sem me perguntar nada", comentou Jade, que considerou o ato uma falta de respeito.

Mais tarde, Strauss-Kahn disse que sua parceira "pode não ter gostado da prática sexual daquela noite, mas isso não tem implicações sobre o fato de que houvesse prostitutas".

"Ela me disse que era uma libertina, que fazia um show de dança e poderia escolher alguém para fazer amor diante dos demais. Nesse clube, me disse que fazia um espetáculo de dança. Também poderia ter falado que era cozinheira ou DJ".

Com ironia, ele reconheceu que nesse tipo de clubes também há prostitutas, mas que isso não é habitual. "Sim, existem. É como os peixes voadores: existem, mas não são comuns", disse Strauss-Kahn, que ressaltou que não percebeu que sua companheira sexual estava sofrendo durante o ato.

"Devo ter uma sexualidade mais rude que o normal dos homens e que algumas mulheres não gostam", declarou antes de insistir que não gostava de prostituição, que "é um atentado à liberdade humana das mulheres".

Dominique Strauss-Kahn é acusado de prostituição pelo suposto envolvimento em uma rede de prostitutas a seu serviço que tinha sido formada no hotel Carlton de Lille. A pena para o crime na França é de dez anos de prisão e 1,5 milhão de euros (R$ 4,3 milhões) de multa.

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