Integrantes do "Tribunal do Crime" são apresentados pela Polícia Civil

Três suspeitos foram presos e um adolescente apreendido; eles são suspeitos de assassinarem um homem com requintes de crueldade

iG Minas Gerais | JOHNNY CAZETTA |

CIDADES . BELO HORIZONTE , MG

Apresentacao de uma quadrilha denominada
Lincon Zarbietti / O Tempo
CIDADES . BELO HORIZONTE , MG Apresentacao de uma quadrilha denominada " tribunal do crime " que atua como justiceiros no aglomerado Cabana. Eles sao suspeitos, dentre outras mortes, do assassinato de Wellington Gomes de Paula FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 11.02.2015

Foram apresentados nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil três suspeitos de integrarem o “Tribunal do Crime”, uma espécie de julgamento que eles faziam para condenar por contra própria pessoas que eles entendiam que haviam cometido um crime. Uma vítima foi espancada dentro do bar de um deles e depois assassinada na rua, após o tribunal.

O crime aconteceu no dia 27 de março do ano passado. De acordo com as investigações chefiadas pelo delegado Adriano Ricardo de Mattos Soares, a vítima, Wellington Gomes de Paula, de 34 anos, teria cometido um roubo no bar do suspeito, de 36 anos, no bairro Cabana, na região Oeste de Belo Horizonte. 

Cerca de 10 dias depois do roubo, o dono do bar fechou o estabelecimento e foi atrás de Wellington junto a outros comparsas. A vítima foi levada para dentro do bar e os suspeitos mostrar as imagens do roubo para ele, captadas por meio das câmeras de segurança do local.

A partir daí, Wellington foi espancado e as agressões continuaram fora do bar, com direito a garrafadas de cerveja. Depois disso ele ainda foi arrastado por cerca de 200 metros pelo aglomerado e acabou morrendo. O dono do bar confirma as agressões mas nega o assassinato. Segundo ele, a vítima teria sido linchada pela população.

Ainda segundo o delegado, esse tipo de tribunal é comum na região e os traficantes costumam utilizá-lo para punir pessoas que cometem crimes como roubo, furto ou estupro. Eles se consideram “justiceiros” da população.

Além dos três suspeitos apresentados nesta quarta, um menor também foi apreendido e um quinto integrante do grupo ainda está solto, já que aguarda pelo mandado de prisão.

Eles irão responder por homicídio duplamente qualificado, sendo as qualificações recurso que impossibilitou a defesa da vítima e requintes de crueldade para cometer o assassinato.

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