Esqueleto de girafa será exposto no Museu de Ciências Naturais da PUC

O animal morreu nessa terça-feira possivelmente por causa de uma fotossensibilidade que causou lesões em seu dorso e o impedia de se alimentar direito

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Ana Raio tinha 12 anos e vivia no zoológico da capital desde 2004
SUZIANE FONSECA/ FUNDAÇÃO ZOO-BOTÂNICA DE BH
Ana Raio tinha 12 anos e vivia no zoológico da capital desde 2004

O corpo da única girafa do zoológico de Belo Horizonte, que morreu nessa terça-feira (10) no local, já foi enviado para o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas. O esqueleto do animal ficará exposto no museu, junto aos esqueletos de outras duas girafas que também morreram no zoológico da capital há alguns anos.

Segundo a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, para realizar a necrópsia da girafa, foi preciso cortá-la e, por isso, não foi possível encaminhar o corpo inteiro do animal para o museu.

Ainda não há nenhuma negociação para se trazer outra girafa para a capital, mas é possível que isso aconteça, segundo o órgão. Como há algum tempo dois filhotes de girafas que nasceram no zoológico foram mandados para zoológicos de outras cidades, há a possibilidade de que, futuramente, haja uma negociação para trazer um deles de volta. Outra possibilidade seria fazer uma permuta e trocar algum animal do zoológico de BH com uma girafa de outro zoológico.

De acordo com o coordenador do Museu de Ciências Naturais, Bonifácio Teixeira, os primeiros passos para se fazer a recomposição do animal são descarnar o corpo, tirar a pele, enterrar a carne e fazer um processo chamado de maceração, na qual todo o restante de carne e princípios ativos ainda presentes no corpo sejam retirados.

O esqueleto do animal é colocado em um banho com princípios químicos para que toda a carne a cartilagem ainda presentes apodreçam mais rápido e, então, ele passa pelo processo químico para retirar o que ainda resta.

Todo esse processo demora cerca de três meses e depois disso, o esqueleto é remontado para ser exposto no museu.

Mas ainsa segundo Teixeira, a pele do animal está bem danificado e talvez não seja possível aproveitá-la. Caso se consiga recuperar a pele, será feita ainda uma recomposição da girafa com a carcaça, que envolve técnicas como empalhamento e taxidermia, assim como foi feito com o gorila Idi Amin, também morto no zoológico em 2012.

Relembre

A solitária girafa Ana Raio, que chegou ao zoológico da capital em 2004, morreu nessa terça-feira (10) aos 12 anos provavelmente por uma forte sensibilidade à luz - em especial, pela luz do sol -, que causou lesões em seu dorso e a impedia de se alimentar direito. Ela estava em tratamento desde janeiro deste ano.

Na natureza, a vida estimada de uma girafa é de 15 a 20 anos.