Nos Estados Unidos, Kaká diz que jogará por mais três ou quatro anos

O brasileiro concedeu entrevista ao jornal The Guardian, e disse que está feliz no país e que muitos jogadores que hoje estão na Europa lhe perguntam sobre a liga norte-americana

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Kaká atuou apenas no primeiro tempo da partida e ajudou na vitória do Orlando
Divulgação/Orlando City
Kaká atuou apenas no primeiro tempo da partida e ajudou na vitória do Orlando

Em entrevista publicada pelo jornal britânico "The Guardian" nesta terça-feira (10), o meia brasileiro Kaká, 32, atualmente no Orlando City (EUA), declara que ainda jogará futebol por mais três ou quatro anos.

Entre outras coisas, ele ainda acrescenta que diversos jogadores que estão na Europa lhe perguntam sobre a liga norte-americana de futebol. No mesmo texto, Kaká é tratado como exemplo para os mais jovens pelo presidente do clube.

"Vou jogar por mais três anos, talvez quatro. Para mim, é uma troca de valores. Eu posso oferecer algo para a liga norte-americana, e com certeza a liga vai me dar muitas coisas. Darei toda minha experiência, meu nome e tudo que já ganhei no futebol, e vou aprender muito com a liga, já que é o torneio que mais cresce no mundo hoje", declarou o jogador que em 2014 esteve no São Paulo.

Segundo Kaká, muitos jogadores que hoje estão na Europa têm interesse em migrar para os Estados Unidos.

"Muitos dos jogadores com que atuei no Milan dizem 'por favor, me leve contigo. Eu gostaria de jogar na América'. Eu recebço muitas mensagens de jogadores que querem jogar aqui. Os jogadores na Europa estão olhando com atenção especial para a liga norte-americana".

Principal craque da equipe que chegou à Major Legue Soccer somente em 2013, Kaká é bastante elogiado pelo presidente do clube, Phil Rawlins, que deposita no brasileiro suas esperanças de chegar pela primeira vez na fase eliminatória da competição.

"Em seu primeiro dia aqui, ele foi o primeiro a chegar, às 8h30, e a primeira coisa que ele fez foi ir até a academia e se exercitar antes do treino, para mostrar aos outros jogadores o que é necessário fazer para se tornar um jogador de categoria mundial, mesmo sem dizer nada. Esse é o tipo de liderança que ele traz, apresentando o exemplo certo para os nossos jogadores jovens. Mesmo que ele tenha ganhado tudo que é possível ganhar neste jogo, ele ainda sabe o que você precisa fazer todos os dias, do começo ao fim, para se manter no mesmo nível", disse Rawlins.

Com praticamente um mês de antecedência, mais de 30 mil ingressos foram vendidos para o primeiro jogo do Orlando pela Major League Soccer de 2015, contra o New York City.

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