Bate-rebate

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Durante a bela solenidade de entrega do Troféu Guará, edição 52, na última segunda-feira, no Buffet Catharina, tive a oportunidade de entrevistar o técnico Marcelo Oliveira e o presidente Gilvan de Pinho Tavares sobre a reformulação no elenco do Cruzeiro nesta temporada. A relação entre os dois anda um pouco estremecida desde as declarações divergentes sobre o atacante Dagoberto. O presidente ventilou a possibilidade de reintegrar o jogador, mas o técnico descartou com veemência. No último domingo, após o empate com a Caldense, no Mineirão, Marcelo Oliveira reclamou, via imprensa, do desmanche no elenco, do excesso de reforços para as mesmas posições, da falta de um bom substituto para o lugar de Éverton Ribeiro e do atraso na regularização dos novos contratados. Mesmo com a vinda de Arrascaeta, o treinador vem dizendo que ainda falta um jogador de criação. Gilvan Tavares não gostou muito das reclamações públicas de Marcelo Oliveira. Em determinado momento da entrevista, afirmou que o comandante só ganhou dois títulos brasileiros porque tinha um plantel montado pelo Cruzeiro e que alguns jogadores foram contratados por sugestão do treinador, mas a maioria não foi indicada por ele. Ao que tudo indica, muito desse mal-estar criado no Cruzeiro é pela falta de um diretor de futebol. Um profissional que faça a ponte entre o treinador e a diretoria. Função que era muito bem exercida por Alexandre Mattos. Um ditado famoso diz: “Casa em que falta pão, todo mundo briga, e ninguém tem razão”. No caso do Cruzeiro, não falta dinheiro, mas faltam os bons jogadores. Talvez por isso há um clima de insegurança neste momento. De qualquer forma, achei o técnico Marcelo Oliveira muito confiante na formação de um grande time. Chegou a dizer que o clima era de desconfiança há dois anos, quando assumiu, mas o resultado acabou sendo positivo.

Sonho atleticano Durante o Troféu Guará, também entrevistei o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno. O dirigente esbanjou otimismo ao falar sobre o estádio do clube, que seria construído no Bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte, com capacidade entre 40 mil e 50 mil torcedores. No entanto, afirmou que tudo ainda é um sonho, pois a dificuldade é grande em aprovar um projeto como esse. A boa notícia do dirigente é que o Galo já conseguiu parceiros que começam a ver o projeto como interessante e viável. Por outro lado, citou os problemas econômicos do Brasil como um dos fatores responsáveis pelo atraso no planejamento. Perguntado sobre o elenco atleticano, Daniel Nepomuceno se disse muito confiante com o grupo do técnico Levir Culpi. Segundo ele, o plantel está fechado, a não ser que apareça uma boa opção no mercado que não vá atrapalhar as finanças do clube. O dirigente afirmou também que, se o Atlético, hoje, não tiver o melhor elenco, está com um dos três melhores do Brasil. Gringos liberados Torcedores de Cruzeiro e Atlético terão a oportunidade de acompanhar novidades nos próximos jogos de suas equipes. O uruguaio Arrascaeta, considerado pela torcida celeste como o principal reforço para a temporada, finalmente teve a situação regularizada e está à disposição do técnico Marcelo Oliveira para o jogo desta quarta-feira, contra o Guarani, de Divinópolis, 22h, em Nova Serrana. No Atlético, o meia-atacante colombiano Sherman Cárdenas teve o nome publicado no “Boletim Informativo Diário” da CBF e já tem condições de jogo. A expectativa é que Cárdenas faça sua estreia no sábado, contra o Democrata, de Governador Valadares, 19h30, no Independência. O colombiano deve ser testado para ser titular na estreia do Galo na Libertadores, quarta-feira que vem, diante do Colo Colo, em Santiago. (Colaboração: Michel Angelo)

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