Deputados mudaram de lado

Pressão faz dez parlamentares que votaram a favor do projeto se posicionarem contra agora

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Sargento Rodrigues diz que ouviu eleitores para mudar o seu voto em plenário
Mariela Guimarães
Sargento Rodrigues diz que ouviu eleitores para mudar o seu voto em plenário

A repercussão negativa da volta do auxílio-moradia na Assembleia de Minas não foi suficiente para que os deputados derrubassem o projeto da Mesa Diretora, mas acabou fazendo com que alguns “virassem folha” e decidissem votar “não” à proposta em segundo turno. No total, dez parlamentares que tinham aprovado o projeto na semana passada resolveram marcar posição contrária nesta terça. O temor de ficar com a imagem manchada também gerou um episódio nada comum na Casa: após a sessão, mesmo com 36 parlamentares favoráveis à medida, foram poucos os que disseram que vão requerer o benefício.  

O deputado Sargento Rodrigues (PDT) fez declaração de voto no plenário e destacou ter ouvido o pleito “de seus eleitores” para mudar de posição. “Meus mandatos sempre foram para os meus eleitores, e, na primeira votação, não tomei a melhor decisão”, disse o deputado.

Outro que mudou de lado foi o ex-secretário e deputado em primeiro mandato Antônio Jorge (PPS). Segundo ele, havia a expectativa de que o projeto que tratava não só do auxílio-moradia, mas também do aumento de cargos de direção na Assembleia e da extensão da verba indenizatória aos deputados licenciados, incluindo os secretários, fosse votado separadamente em segundo turno, o que não aconteceu. “Não foi possível, então tomei essa decisão de votar não, destacou o parlamentar.

Há também casos de deputado que decidiu se omitir no segundo turno, mesmo tendo sido favorável na primeira rodada de votação. Segundo o deputado Paulo Lamac (PT), ele acabou perdendo o momento de dar seu voto. No entanto, seu nome constava no painel do plenário como presente. O petista garantiu, no entanto, que abrirá mão do direito após a promulgação da medida pela Mesa Diretora. “Vai da consciência de cada um. Cada deputado tem que fazer sua opção e explicá-la aos seus eleitores. É importante destacar que a votação foi feita em bloco, não tratou só do auxílio-moradia”, alegou.

Diferenças. Na votação desta terça, a presença em plenário foi superior a da semana passada, e a reunião também priorizou a análise do projeto da Mesa. Um total de 68 parlamentares compareceram à sessão, apesar de 58 terem votado. Oito deles não tinham votado no primeiro turno e decidiram votar contra nesta terça.

Ainda na primeira rodada de votação, 55 estavam em plenário, mas apenas 44 votaram – quatro deles foram contra a medida.

Secretários

Regalia. Agora, os deputados licenciados para assumir secretarias de Estado que optarem por receber o salário de parlamentar terão direito à verba indenizatória e ao auxílio-moradia.

Mudança de lado Tinham votado a favor e decidiram votar contra Antônio Jorge (PPS) Celinho do Sinttrocel (PCdoB) Douglas Melo (PSC) Glaycon Franco (PTN) Leandro Genaro (PSB) Mário Henrique Caixa (PCdoB) Rosângela Reis (PROS) Sargento Rodrigues (PDT) Noraldino Júnior (PSC) Nozinho (PDT) Não tinham votado e decidiram votar contra Alencar da Silveira Jr. (PDT) Arlete Magalhães (PTN) Fabiano Tolentino (PPS) Fred Costa (PEN) Gustavo Valadares (PSDB) Léo Portela (PR) Wander Borges (PSB) João Vitor Xavier (PSDB)

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