Professores, pais e alunos protestam contra rachadura em escola de BH

Parte do pavimento próximo ao auditório do colégio estaria “tremendo”, o que gerou a sensação de insegurança entre os alunos e professores; Secretaria Municipal de Educação afirma que problema foi avaliado e não causa riscos

iG Minas Gerais | BRUNA CARMONA |

Professores, pais e alunos da Escola Municipal Presidente Itamar Franco, na região do Barreiro, participaram de um protesto na porta da Secretaria Municipal de Educação, na região Centro-Sul da capital, na manhã desta terça-feira (10). Eles reclamam de problemas na estrutura da escola, inaugurada em 2013. Parte do pavimento próximo ao auditório do colégio estaria “tremendo”, o que gerou a sensação de insegurança entre os alunos e professores.

André Bylaardt, um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindirede BH), participou do ato e contou à reportagem de O TEMPO, que as aulas foram suspensas na segunda (9) e nesta terça (10).

"O problema está concentrado em uma rachadura na laje em cima do teto da biblioteca e do refeitório. Essa fenda faz com que a estrutura se desloque a balance. A prefeitura havia se comprometido em realizar uma obra no local, mas as aulas voltarão após as férias do início do ano e nada foi feito. Esta área da escola está cheia de escoras como prevenção. As aulas estavam sendo realizadas na parte externa do imóvel, mas agora com esta chuva ficou difícil de manter as atividades", explicou.

"Além disso, as aulas foram canceladas por falta de segurança. Ainda não sei se as aulas vão voltar ou não", encerrou o diretor.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a comunidade escolar já fez vários questionamentos relativos à estrutura da escola e todos eles foram encaminhados à Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), responsável pelas obras. Ainda segundo a secretaria, o órgão atendeu as solicitações prontamente e avaliou que não há riscos para os alunos e funcionários. A Secretaria de Educação informou ainda que o pavimento próximo ao auditório recebeu escoras para tranquilizar a comunidade escolar.

Após o protesto, a secretária de educação Sueli Baliza, representantes da Sudecap, e o gerente de infraestrutura da rede física escolar da Secretaria Municipal de Educação Luiz Henrique Borges, ouviram os manifestantes e deram explicações sobre a situação da escola.

Em nota, a Sudecap informou que está realizando estudos para a execução de ajustes que têm o objetivo de diminuir a vibração na laje da escola. O órgão esclareceu que não há “tremores” na laje e, sim, “oscilações normais para vãos daquela natureza”, e que eles não oferecem risco para o funcionamento normal da instituição. A previsão é que os estudos sejam concluídos até o fim do mês.

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