Brasil mostrou a G20 compromisso de investir em infraestrutura

O ministro fez esse breve comentário, sem qualquer detalhamento, depois de muita insistência dos jornalistas brasileiros para que contasse o que apresentou nas reuniões fechadas do G20

iG Minas Gerais | Folhapress |


Estudo. 
Joaquim Levy deu carta branca para técnicos encontrarem medidas para reequilibrar contas
RENATO COSTA
Estudo. Joaquim Levy deu carta branca para técnicos encontrarem medidas para reequilibrar contas

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira (10) que apresentou aos membros do G20 o "compromisso" do governo brasileiro com investimentos em infraestrutura.

"Nós apresentamos o que o governo está fazendo", afirmou o ministro, após participar da reunião dos chefes de economia do G20 em Istambul, na Turquia.

"O G20 é é uma troca de experiência de cada país. Acho que as reuniões foram muito produtivas. Há um grande compromisso em estimular o crescimento. As discussões foram no sentido de procurar evoluções nessa direção", disse.

O ministro fez esse breve comentário, sem qualquer detalhamento, depois de muita insistência dos jornalistas brasileiros para que contasse o que apresentou nas reuniões fechadas do G20. "Eu respondo e vocês (jornalistas) acham sem graça, o que posso fazer?", afirmou.

Questionado sobre as estimativas do mercado divulgadas pelo Banco Central apontando uma inflação de 7,15% e um PIB estagnado, Levy respondeu: "Não vou comentar os números de ontem".

Levy também não quis se manifestar sobre o discurso da delegação do Banco Central brasileiro na Turquia de anunciar até abril uma estratégia para alavancar o investimento no país, entre as medidas para retomar o crescimento da economia. "Pergunte ao BC", disse o ministro da Fazenda.

A delegação do Banco Central, liderada pelo presidente Alexandre Tombini, buscou, nas reuniões reservadas do grupo, transmitir otimismo às demais potências apesar da perspectiva de um ano de 2015 sem crescimento.

As autoridades do BC informaram os colegas de G20 que o Brasil vive um "processo de reequilíbrio macroeconômico", envolvendo um ajuste fiscal e uma política monetária em busca da meta de 4,5% de inflação no fim de 2016.

Tombini e sua equipe têm explicado que as medidas devem refletir num aumento inflacionário agora no começo de 2015, mas que isso busca, no médio prazo, retomar o crescimento do país.

A cúpula com os chefes de economia do G20 ocorreu entre segunda (9) e terça-feira (10) em Istambul.

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