Idosa se perde em mata por três dias e é salva após cão 'pedir ajuda'

Mulher de 77 anos foi achada desacordada, com hipotermia e desidratada, no interior de uma mata a cerca de 4 km de sua casa

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

A aposentada Dalva Moreira da Silva, de 77 anos, adotou o cãozinho Pitoco há pouco tempo, mas o animal já provou que merece o crédito de "melhor amigo do homem". A idosa ficou desaparecida desde o último sábado (7) e foi encontrada no início da noite desta segunda-feira (9) após funcionários de uma fazenda estranharem os latidos do cão, que entrava e saía de uma mata a cerca de 4 quilômetros da casa de sua dona, em Pontinha, na zona rural de Paraopeba, na região Central do Estado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas, na mesma região, as buscas pela senhora começaram no último final de semana, por volta das 14h40 de domingo (08). Enquanto os militares faziam buscas no local, próximo à lagoa das Lontras, em outro ponto trabalhadores da fazenda Santa Clara viram o cão inquieto saindo do interior da mata, latindo o tempo inteiro, como se tentasse pedir ajuda. Desconfiados, eles resolveram entrar no local, encontrando Dalva inconsciente em uma pastagem próxima, com hipotermia e sinais de desidratação.

A nora da vítima, Ivonete Santos Moreira, de 46 anos, conta que ficou sabendo do desaparecimento ainda no sábado. "A gente sabia que ela não estava morta, mas apenas desaparecida. Sentíamos isso o tempo todo. Mas infelizmente ela não está legal, está no Hospital de Sete Lagoas ainda em tratamento, mas não chegou a acordar ainda", contou a familiar.

De acordo com a mulher, não faz muito tempo que Dalva pegou o cachorro. "Mas para todo canto que ela ia o Pitoco ia acompanhando. Acreditamos que ela deve ter entrado na mata com ele e não conseguiu sair. O problema foi que choveu muito e forte nestes dias que ela esteve desaparecida", lembrou a nora.

A parente ainda diz que todos estão muito impressionados com a atitude do cachorro, que ficava latindo tentando chamar atenção de alguém. "Diz que ele estava chamando mesmo, uma coisa impressionante. O triste é que minha sogra tinha acabado de fazer aniversário e agora está nessa situação terrível. Se Deus quiser ela vai sair desta", espera.

Cadelinha Pitucha

Em dezembro de 2014, um caso semelhante ganhou repercussão na mídia, desta vez em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. A cadela Pitucha, que tinha fama de chata por seguir os donos até mesmo dentro de supermercados e casas, acabou se tornando heroína do bairro Canoas após o pequeno Miguel Marques, de 3 anos, fugir de casa.

A criança desapareceu por mais de três horas e só foi encontrado porque a cachorra seguiu o pequeno dono por mais de 2 km e guiou o mecânico de 54 anos que os encontrou até a casa de seus pais. Veja a reportagem completa clicando AQUI.  

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