Criada comissão para combater violência contra população LGBT

Minas Gerais aparece entre os Estados onde mais foram contabilizadas denúncias de ações discriminatórias e outros tipos de violência conta população LGBT

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

Assumindo-se homossexuais, as empresas acreditam que as lébicas têm menos chances de incorporar compromissos tradicionais do gênero, como casamento, filhos e responsabilidades domésticas
Paulo Pinto/ Fotos Públicas
Assumindo-se homossexuais, as empresas acreditam que as lébicas têm menos chances de incorporar compromissos tradicionais do gênero, como casamento, filhos e responsabilidades domésticas

O governo formalizou nesta terça-feira (10) a criação da Comissão Interministerial de Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O grupo é composto por representantes das secretarias de Direitos Humanos (SDH), de Políticas para as Mulheres, da Secretaria-Geral da Presidência e dos ministérios da Justiça e da Saúde.

A comissão foi instituída no último dia 29 e será coordenada pelo Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República. A portaria de criação do grupo foi publicada na edição desta terça-feira (10) do Diário Oficial da União.

Com a criação da comissão interministerial, as ações dos cinco ministérios nas áreas de prevenção, enfrentamento e redução das diversas formas de violência contra a população LGBT poderão ser integradas. De acordo com a SDH, o grupo interministerial também vai permitir o acesso a dados sobre estatísticas e o perfil dos crimes contra a população LGBT.

Dados da Ouvidoria Nacional e do Disque Direitos Humanos (Disque 100) mostram que, entre 2011 e 2014, foram registradas mais de 7,6 mil denúncias de violência contra a população LGBT. Em 2014, os estados com maior número de registros foram São Paulo (53 denúncias), Minas Gerais (26) e Piauí (20). A discriminação foi a causa de 85% das denúncias, e a violência psicológica motivou 77% dos registros.

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