Quase 30 imigrantes morrem de frio em barco no Mediterrâneo

Também houve mortos por hipotermia durante transporte em embarcações de ajuda, enviadas da ilha italiana de Lampedusa

iG Minas Gerais | AFP |

Pelo menos 29 imigrantes morreram de frio em uma embarcação resgatada na madrugada desta segunda-feira (9) pela Guarda Costeira italiana, antes de conseguir chegar à costa sul do país, informou uma fonte médica à AFP.

Também houve mortos por hipotermia durante o transporte em embarcações de ajuda, enviadas da ilha italiana de Lampedusa.

Nesta segunda à noite, o único centro de Saúde da ilha confirmou para a AFP o óbito de 29 imigrantes, mesmo número divulgado pela imprensa local.

"É terrível. Eram quase todos jovens. Todos estavam molhados, ensopados pela chuva, mortos de frio", declarou mais cedo o diretor do Centro Médico de Lampedusa, Pietro Bartolo, estabelecimento para onde os ocupantes da lancha foram levados.

Outro médico da mesma instituição contou que alguns já chegaram mortos, devido à onda de frio intenso que castiga o mar Mediterrâneo.

No domingo à noite, depois de receber um pedido de socorro de um aparelho via satélite, a Guarda Costeira italiana solicitou ajuda a dois navios mercantes e enviou duas embarcações de assistência.

As terríveis condições do mar, com ondas altas de mais de 8 metros, dificultaram a operação de socorro, relatou a Guarda Costeira em uma nota, acrescentando que o mau tempo não interrompe a travessia de imigrantes procedentes da África.

"O tráfico de seres humanos procedentes da Líbia não para", alertou uma autoridade marítima.

Desde 2014, ano em que a chegada de imigrantes em situação clandestina à Itália bateu recorde, com 170 mil pessoas, a tendência do fenômeno não parece ser de redução em 2015. Segundo o Ministério italiano do Interior, 3.528 imigrantes desembarcaram no país somente em janeiro.

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