Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay)

Ex-advogado de Alberto Youssef, conhecido como o defensor das estrelas

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |


Para Kakay, Justiça não deve oferecer a delação para os suspeitos
Antonio Cruz/ABr
Para Kakay, Justiça não deve oferecer a delação para os suspeitos

O senhor deixou a defesa do doleiro Alberto Youssef após ele optar pela delação premiada. Por que o senhor é contra esse instrumento?

A delação não é técnica, não segue os rigores que a lei exige. No caso da Lava Jato, o procurador da República admitiu que está prendendo as pessoas para levá-las para a delação. É um escárnio ao Poder Judiciário. As regras de delação estão escritas no Código Penal. Não se pode forçar a delação.  O senhor acha que o Youssef errou ao decidir pela delação?

Quando eu estava na defesa, eu tinha uma tese que poderia anular o processo da Lava Jato. Existem erros que podem anular a operação. Mas o Ministério Público fez com que o meu cliente desistisse do que eu defendia para ele ter direito à delação. Isso é um acinte à Justiça. É antidemocrático. O senhor acha que a delação vai ser ainda mais usada daqui para frente?

A delação está crescendo muito. A sociedade em pouco tempo vai começar a questionar isso, já que pessoas inocentes estão sendo acusadas. O senhor é considerado o advogado das celebridades. Como chegou a esse patamar?

Nós não escolhemos participar desses casos. Mas, por meu escritório estar em Brasília e eu atuar muito em causas do STF, acabo defendendo pessoas com mais poder, políticos. Já são mais de 50 governadores, dezenas de senadores e deputados.

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