Descoberta gera novas perguntas para os cientistas

Samantha e alguns colegas começarão a procurar respostas este ano coletando DNA de milhares de mulheres por meio de registro online internacional

iG Minas Gerais | Pam Belluck |

Nova York. Todas as participantes do estudo sobre os sintomas da doença eram mães. Algumas foram diagnosticadas com depressão pós-parto por médicos, enquanto outras foram avaliadas por meio de um questionário amplamente utilizado; algumas participantes caíram nos dois grupos.  

Cada grupo poderia ser dividido em três subgrupos representando mulheres com depressão severa, moderada e branda ou clinicamente insignificante, disse a dra. Samantha Meltzer-Brody, diretora do programa de psiquiatria perinatal da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e autora correspondente do estudo.

Segundo Samantha, a descoberta de que dois terços dos casos de depressão severa começaram durante a gravidez provocou perguntas científicas.

Os fatores biológicos poderiam diferir dos que afetam mulheres com depressão pós-parto clássica, a qual cientistas acreditam que possa estar ligada à queda dos níveis de hormônio após o parto.

Ela também cogitou se a constatação de que 60% das mulheres com depressão moderada relataram questões como diabetes poderia sugerir que possíveis problemas no sistema imune estariam por trás de seus sintomas.

Samantha e alguns colegas começarão a procurar respostas este ano coletando DNA de milhares de mulheres por meio de registro online internacional.

“Em uma situação ideal, seria possível determinar quem corre risco. O que fazemos agora é esperar as pessoas adoecerem”, disse a especialista. 

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