A importância de zelar pela qualidade do nosso sono

iG Minas Gerais |

Equipe Divina Madre
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A qualidade do sono depende de estarmos ou não muito voltados para a vida externa e do grau do nosso desapego referente a ela. Depende também do quanto estivermos ligados ao mundo das emoções. Sobre a duração e os ritmos do sono, podemos dizer que o normal é, após adormecer, levarmos um tempo para entrar no mundo dos sonhos, passarmos duas ou três horas nele, fase esta intermediária, para depois entrarmos por uns minutos no sono profundo. Em seguida, passamos novamente algumas horas na fase intermediária e despendemos mais algum tempo para voltar à consciência de despertos. Vê-se com isso, que são necessárias pelo menos sete horas para vivenciar corretamente todo esse processo. A maioria das pessoas precisa de oito horas, outras, de um pouco menos. Neste caso, para que o percurso se dê ordenadamente em menos de sete horas, é necessário a pessoa estar com a atenção focada no nível interno do seu ser, já na consciência de vigília, e não apenas nas horas de sono. É comum as pessoas dizerem que não têm tempo para dormir de sete a oito horas por dia devido a afazeres mais sérios. Não percebem que o sono é uma parte da existência tão importante quanto as horas diurnas, pois por intermédio dele entramos em contato com vibrações mais elevadas, mudando para melhor a tônica da vida, com muitas consequências benéficas. Para ajudar as pessoas a mergulharem no sono mais facilmente, faremos algumas observações sobre o ritmo da noite. Não temos a intenção de ditar regras de conduta, mas apenas de fornecer alguns dados fundamentais sobre o ritmo cósmico, facilitando, assim, decisões. O crepúsculo representa um momento de relaxamento geral, e essa seria a hora de começarmos a nos entregar à necessária soltura. Até às 22h30 ainda não é noite, mas sim um período intermediário. Dessa hora às 2h30 estamos na noite profunda. Nela estão presentes, ao contrário das horas diurnas, energias que conduzem a maior recolhimento. As energias do dia, com a luz do Sol, levam-nos para o exterior, para a atividade externa e para a lucidez da ação, ao passo que as energias da noite conduzem-nos à atividade interna, da alma, à reunião das forças no próprio centro da consciência. Considerando isso, se for possível estarmos adormecidos entre 22h30 e 2h30 da madrugada, estaremos mais harmonizados com as circunstâncias energéticas desse período, que facilitam não só o sono profundo como a vivência correta de todas as etapas do sono. Quanto à insônia, pode-se dizer que, de modo geral, é causada pelo medo de revelações que os sonhos podem trazer. Por não querermos entrar em contato com núcleos desconhecidos do nosso ser, por não querermos saber como realmente nos comportamos, por não querermos receber mensagens internas que possam tirar-nos da rotina, temos insônia. É um tipo de defesa da personalidade. A solução para a insônia é a decisão de aceitar a verdade sobre si mesmo, sem nenhum temor. Sedativos ou remédios para dormir podem agravar a situação, porque entorpecem o mecanismo cerebral; no lugar de remédios, podemos usar leituras que ajudem a adormecer, mas que não sejam de conteúdos negativos. Enfim, considerar nossa vida na Terra, assim como os estados de vigília e de sono como meras facetas de uma única existência é muito sábio e facilita o contato com os chamados mundos superiores, espirituais. Para aprofundar no tema ou para conhecer as obras do autor, acessar o site www.irdin.org.br ou www.comunidadefigueira.org.br.

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