Sucesso resulta de participação popular

Regente do Baianas Ozadas, o músico Peu Cardoso, 27, acredita que a especificidade do Carnaval belo-horizontino está justamente na forma como ele vem sendo construído

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

Para quem há anos participa do Carnaval de Belo Horizonte, o atual momento que a folia vive tem a ver com a forma como a festa de rua ressurgiu na capital: impregnada por conteúdo político. Puxando blocos desde 2009, o músico Guto Borges, 33, acredita que foi a atitude das baterias, de estarem sempre abertas, que fez com que o Carnaval se multiplicasse pela cidade.  

“Era preciso desde o início que o Carnaval se tornasse uma cultura, e não simplesmente uma festa de mercado onde se contrata músico. Era preciso que a música fosse compartilhada, que fosse mais do que exclusividade de alguns”, diz. Para ele, essa abertura fez com que as pessoas se sentissem à vontade para chegar aos blocos.

Regente do Baianas Ozadas, o músico Peu Cardoso, 27, acredita que a especificidade do Carnaval belo-horizontino está justamente na forma como ele vem sendo construído. “Outros lugares já têm uma estrutura 100% organizada pelo poder público. Aqui, não. Aqui, a festa é oferecida pelas pessoas para a cidade”.

“Para além da diversão, existe um discurso político muito forte acontecendo. As pessoas estão querendo ir para a rua mesmo”, afirma o músico Rodrigo Magalhães, o Boi, 29, regente do Juventude Bronzeada. 

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