‘Não quero ficar uma morta-viva’

A situação vivida com o marido foi o estopim para que ela tomasse uma atitude sobre um tema que já passa por sua cabeça há anos

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Apesar de toda a saúde e disposição que ainda tem aos 84 anos, foi uma escolha da aposentada Elza Muniz Barreto de Carvalho deixar seu testamento vital com as orientações do que deve ou não deve ser feito quando sua vida estiver perto do fim.  

“Não quero ficar uma morta-viva em um hospital. Não quero que me ponham em um hospital e fiquem me mantendo viva sem esperanças”, diz, objetiva.

Há pouco mais de um ano, ela viveu a morte de seu marido, que teve três cânceres. Ele próprio, enquanto ainda estava consciente, não quis ser levado para o hospital, e preferiu ser levado para uma casa de repouso para idosos.

“Em seus últimos dias, ele não queria nem os aparelhos de oxigênio. Nós colocávamos, e ele puxava para tirar”, conta dona Elza.

A situação vivida com o marido foi o estopim para que ela tomasse uma atitude sobre um tema que já passa por sua cabeça há anos. “Faz mais ou menos 20 anos que penso nisso, que me preocupo com o fim da minha vida. Conseguimos que meu marido morresse em paz em uma clínica geriátrica e, para garantir que o mesmo seja feito comigo, resolvi formalizar a minha vontade nesse documento”, relata.

A decisão foi apoiada por toda a família, inclusive os cinco filhos do casal. “Eles também concordam com essa minha decisão”, diz. 

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