Combatendo o cansaço mental (1)

iG Minas Gerais |

A cada dia mate seu leão! O problema é que os leões não dão trégua e os piores nós é que os criamos. Pensamos em excesso, disparadamente, erradamente. E, acima de qualquer coisa, pensar cansa. Exaure, pois, o consumo de energia vital que a mente exige, se houvesse uma analogia, seria maior que uma energia atômica individual. Em tempos de escassez de água e possíveis apagões, a humanidade está igualmente vivendo uma exaustão psíquica, uma fadiga mental jamais vista. É bem verdade que nos auto-infligimos muito desse sofrimento ao consumir de forma sádica ou masoquista um conteúdo multimídias altamente negativista, que faz jorrar um oceano de preocupações, sofrimentos antecipatórios, medos alucinatórios, paranoias diversas que assaltam nossos pensamentos, sentimentos e ações cotidianas, como se vivêssemos num game de horror e aventura que esguicha adrenalina e, no fim, era tudo imaginação. Louca mente! O triste é constatar que esse gasto imenso de energia que o ato de pensar ou de sentir ou de desejar – portanto nossa vida mental – exige do cérebro um desgaste elétrico e químico e, assim, nos desenergiza, cansa, desanima. E isso ocorre praticamente durante todo o tempo que estamos em estado de vigília (acordados). Pergunte-se: Em quais tipos de pensamentos, sentimentos, desejos andas investindo seu tempo? Pois, grande parte das pessoas passa horas remoendo assuntos do passado! Coisas inúteis que não mudarão e que em geral resultaram em afetos negativos, como raiva, mágoas, ciúmes, ódios, inveja, culpa, entre outros estímulos negativos que, trazidos à tona são reativados, gastando a mesma energia ruim, improdutiva. Coitado dos emburrados, que remoem sempre os piores fatos, ou dos magoados, sofredores crônicos e masoquistas existenciais. Mas existem outros consumidores de energia mental ainda mais numerosos que esses angustiados, prisioneiros das celas do pretérito. São os ansiosos com o futuro, os que sofrem por antecipação, os projetistas do amanhã sempre catastrófico. Queimam seus neurotransmissores, aumentando a voltagem de seus cérebros em cenários imaginários alarmantes: “Meu Deus, meu filho não chegou até agora e se...”, “O desgraçado desligou o celular vai ver que...” “Aamanhã na prova não vou conseguir...” E daí pra pior. Relembrando: pensar cansa! E se formos mais claros, seguindo o legado do mundo quântico aplicado ao nosso mundo cotidiano, “pensar equivale a agir”. O cérebro responde igualmente a uma ação como a um pensamento. Um exemplo é a masturbação. Ora! Se já vivemos num mundo que nos convida a ser pensadores compulsivos, se a informação excessiva nos alerta de perigo a cada esquina, se o celular e redes sociais nos viciam com toques que prenunciam urgências a cada minuto, o que fazer? Pois, temos boas notícias, mais práticas e simples que tomar todas ou pedir uma receita de Rivotril no postinho do bairro. Uma pena que o espaço exige a paciência de uma semana...

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