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Depois de dois vilões, Renato Livera se prepara para primeiro papel do bem na TV, em “Os Dez Mandamentos”

iG Minas Gerais | luana borges |

Preparação. Renato conta que está buscando tons distintos para as duas fases de seu personagem
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Preparação. Renato conta que está buscando tons distintos para as duas fases de seu personagem

O vilão é um dos personagens mais cobiçados pelos atores. E Renato Livera conseguiu a proeza de interpretar dois papéis do gênero nas duas novelas em que atuou na Record: “Máscaras”, de 2012, e “Pecado Mortal”, de 2014. Por isso mesmo, já estava com vontade de experimentar algo mais leve na televisão. Assim que terminou de gravar a trama de Carlos Lombardi, foi convidado para fazer um teste para “Os Dez Mandamentos”, próxima novela da Record. Ali mesmo percebeu a bondade e a pegada cômica de Simut, papel para o qual foi avaliado. Cerca de duas semanas depois, recebeu a resposta positiva e começou a se preparar para viver um atrapalhado assistente de sacerdote. “Vou jogar com o defeito dele para que fique mais humano e para que o espectador se identifique. Com o vilão, a gente até brinca com a ironia. Para fazer um personagem do bem, é preciso passar essa pureza no olhar, não dá para ser uma coisa disfarçada”, explica.

A trama é dividida em três fases. Simut aparece na segunda, com 18 anos, e na terceira, com 36. Renato, que tem 34 anos, vai atuar nas duas e sabe que precisa encontrar tons diferentes para cada uma delas. “Estou tentando entender como é a energia desse personagem jovem”, conta. Além disso, protagonizar cenas engraçadas será frequente para o ator. Afinal, Simut está sempre envolvido em alguma confusão. Ajudante de Paser, papel de Giuseppe Oristânio, ele tem um quê de desengonçado quase o tempo todo. “É isso que vai dar o tom cômico. Logo na primeira cena do personagem, Simut está com uma cobra congelada na mão para uma magia, mas morre de medo do bicho. Aí, ele tropeça, deixa a cobra cair e acaba o encanto”, adianta.

Para se ambientar com o universo do papel, Renato participou de encontros com os atores do núcleo do Egito. A ideia era que cada um falasse sobre seu personagem e entendesse as relações estabelecidas entre eles na história. “A gente fez alguns exercícios básicos de aproximação com o outro. Formamos um círculo enorme com todo mundo, foi uma espécie de reconhecimento de território”, salienta.

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