Blocos prometem multidão e varejo amplia estoques

Belotur estima 1,5 milhão de pessoas nas ruas de BH

iG Minas Gerais | Angélica Diniz |

Animado. 
José Carvalho ampliou o estoque de cerveja do Assacabrasa e espera vender 30% a mais
RICARDO MALLACO / O TEMPO
Animado. José Carvalho ampliou o estoque de cerveja do Assacabrasa e espera vender 30% a mais

Os blocos de Carnaval têm atraído uma multidão para as ruas de Belo Horizonte e os números da festa aumentam ano a ano. A Belotur espera para 2015 um público de 1,5 milhão de pessoas, 50% a mais do que no ano passado. Diante desse movimento, os vendedores de bebidas cadastrados pelo município saltaram de 400, em 2014, para 1.180 este ano. No entanto, as regras para as vendas não estão sendo fiscalizadas pela prefeitura, responsável pela criação das mesmas.  

A acusação é da funcionária pública Itamara Ribeiro Guimarães, 34, que se cadastrou como ambulante e, após investir em inúmeras caixas de cerveja, vem acumulando prejuízos. Ela conta que, no ato da inscrição, além de apresentar os documentos e o atestado de bons antecedentes, foi preciso assinar um contrato que exigia a venda exclusiva da Skol, marca patrocinadora do Carnaval. “Fui com a credencial para os blocos que desfilaram no domingo passado, no bairro Funcionários. No entanto, eu era praticamente a única vendendo a marca. Os autorizados estavam vendendo bebidas de diversas empresas, isso sem contar os que não são credenciados, que eram muitos”, denuncia.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que não é a responsável por fiscalizar essa exigência quanto à marca. Por meio de sua assessoria, foi explicado que a fiscalização só é feita para evitar que os credenciados não se fixem em um ponto e que os ambulantes sem autorização acompanhem os blocos autorizados pela Belotur.

“Foi falado, sim, verbalmente que a única marca permitida seria a Skol. Liguei no mesmo dia para a prefeitura para cobrar explicações e a resposta foi que não existe fiscalização para isso”, afirmou Itamara, que pretende desistir do plano de ganhar um dinheiro extra no Carnaval. No regulamento da Belotur consta, logo no primeiro item, que “o credenciado só poderá comercializar marca do patrocinador oficial”, diz o texto.

A prefeitura disse que a fiscalização, que conta com 300 profissionais, será feita nos eventos oficiais da Belotur, que têm início neste sábado. Mas fotos e notícias dos últimos desfiles estão publicadas no site oficial da Belotur, criado para o Carnaval.

Lucro. Longe dessa briga, donos de bares e restaurantes estão otimistas com o Carnaval. O sócio-proprietário do Assacabrasa, José da Costa Carvalho, espera ampliar em 30% o faturamento no período.

Segundo ele, o estoque de cerveja foi ampliado em 20% para atender os clientes. “Também vamos vender latões de cerveja do lado de fora para atender aos foliões que acompanharem os blocos nas ruas”, explicou.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG) estimulou a abertura durante o Carnaval dos bares e restaurantes da capital, que esperam faturar alto com a folia.

Explosão Belo Horizonte. Nos últimos anos, o Carnaval tem ganhado força na capital e muita gente deixa de viajar para aproveitar os blocos pelas ruas da cidade, elevando o consumo de bebidas.

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