Comunidades tradicionais e água são preocupações

Audiência em Grão Mogol ainda não esclareceu dúvidas

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Proteção.
 Assembleia Legislativa de Minas Gerais quer barrar projetos de minerodutos no Estado
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Proteção. Assembleia Legislativa de Minas Gerais quer barrar projetos de minerodutos no Estado

Cinco horas de debate e, ainda assim, muitas dúvidas. Assim foi a audiência pública realizada em Grão Mogol, Norte de Minas, para discutir o projeto Vale do Rio Pardo, da Sul Americana de Metais (SAM), que pretende instalar uma mina na cidade e construir um mineroduto ligando o município até Ilhéus (BA), passando por outras 19 cidades nos dois Estados. A reunião, que faz parte do processo de licenciamento, começou às 18h de quinta-feira e terminou na madrugada de sexta-feira.

“Ainda saímos muito preocupados, principalmente com a situação das comunidades tradicionais e com o uso da água, que é crítico na região”, diz o coordenador estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens, Filipe Ribeiro, que mora no distrito Vale das Cancelas, onde ficará a mina. Apenas nas imediações, foram identificadas 163 nascentes. A mineradora já tem autorização para retirar da barragem de Irapé 6.200 m³ por hora, o equivalente ao consumo de uma Montes Claros e meia.

A SAM diz que para obter a concessão foi apresentado um “estudo hídrico considerando os dados históricos de várias décadas, o qual demonstrou a capacidade hídrica de atendimento à demanda”.

A mineradora também diz que na audiência pública respondeu a “todos os questionamentos” sobre o empreendimento.

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