Em 40 minutos de discurso, ex-presidente Lula critica atuação da PF

Ataques se referem a atuação da corporação na operação Lava Jato; petista ainda defendeu colegas de partido investigados no processo

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda / Lucas Pavanelli |

Festa de 35 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), no MinasCentro, em Belo Horizonte, reuniu militantes petistas, militantes tucanos, manifestantes e líderes políticos
douglas magno
Festa de 35 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), no MinasCentro, em Belo Horizonte, reuniu militantes petistas, militantes tucanos, manifestantes e líderes políticos

Em 40 minutos de discurso, o ex-presidente Lula abriu sua fala no aniversário de 35 anos do PT criticando a atuação da Polícia Federal no caso do depoimento do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, nesta sexta-feira (6), dentro da operação Lava Jato, e defendendo o colega de partido. "Seria mais simples a PF convidar nosso tesoureiro a se apresentar do que buscá-lo em casa.  Seria mais simples dizer que está repetindo o processo do mensalão", declarou.

Segundo Lula, é preciso identificar os responsáveis pelos casos de corrupção. Ele, porém, se disse indignado por pessoas estarem sendo acusadas "por meio de vazamentos seletivos". "Nossos adversários não de incomodam que a campanha já causou prejuízos a Petrobras. Eles não ligam, querem paralisar o governo", completou Lula.

Para o ex-presidente, o objetivo da oposição é "não esperar mais uma derrota nas urnas", mas instalar o caos. "Eles vão ter que prestar contas à história. Cabe ao PT denunciar essas manobras, reprimir as mentiras. A verdade é que foi o governo deles que tentou destruir a Petrobras", ressaltou, citando que nos autos da investigação da Lava Jato consta que havia irregularidades nos contratos entre empresas no exterior e a Petrobras no governo do PSDB, "mas isso nunca será investigado", criticou.

Segundo ele, se alguém tiver traído a confiança do partido,  precisa ser julgado na lei "pois o PT não compactua com a impunidade".

Lula fez ainda um histórico dos 12 anos do PT na presidência, citando conquistas. Ele ainda citou durante todo o discurso partes do manifestou de criação da sigla, na década de 80, e afirmou que o momento é de reflexão. "Não podemos nos acomodar. Temos que mostrar que somos diferentes de outros partidos", destacou o ex-presidente em sua fala, que ainda defendeu as medidas ditas impopulares anunciadas recentemente pelo governo da presidente Dilma, entre elas a mudança na previdência social.

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