Advogado diz que Arxo é vítima de vingança de ex-funcionária

Segundo o advogado Leonardo Pereima, os sócios da empresa nunca pagaram propina para a Petrobras e não tiveram contato com o ex-gerente da estatal Pedro Barusco

iG Minas Gerais | Agência Brasil |

PR - OPERAÇÃO LAVA JATO/RENATO DUQUE/PRISÃO/STF - POLÍTICA - Renato Duque, ex-diretor de Serviços da   Petrobrás, deixa a sede da Superintendência   da Polícia Federal em Curitiba(PR) onde   estão presos os envolvidos na Operação Lava   Jato.  O ministro Teori Zavaski, do Supremo   Tribunal Federal (STF), atendeu na noite de   ontem(02) o pedido da defesa de Duque para   revogar sua prisão preventiva.    03/12/2014 - Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
PR - OPERAÇÃO LAVA JATO/RENATO DUQUE/PRISÃO/STF - POLÍTICA - Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba(PR) onde estão presos os envolvidos na Operação Lava Jato. O ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu na noite de ontem(02) o pedido da defesa de Duque para revogar sua prisão preventiva. 03/12/2014 - Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO

O advogado de defesa dos diretores da empresa Arxo, presos ontem (5) na nona fase da Operação Lava Jato, disse que as acusações decorrem de vingança de uma ex-funcionária do departamento financeiro, demitida por desviar cerca de R$ 1 milhão. Ela teria envolvido os dirigentes da empresa com o pagamento de propina a dirigentes da Petrobras.

De acordo com o Ministério Público Federal três executivos são acusados de pagar propina para obter contratos com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Com sede em Santa Catarina, a empresa fabrica tanques de combustíveis e caminhões-tanque.

Segundo o advogado Leonardo Pereima, os sócios da empresa nunca pagaram propina para a Petrobras e não tiveram contato com o ex-gerente da estatal Pedro Barusco e com o ex-diretor de Serviços Renato Duque.

"Aproximadamente três meses atrás foi que a Arxo descobriu que a funcionaria desviava dinheiro da empresa. Imediatamente ela foi demitida e os advogados estão tomando medidas contra essa funcionária", disse.

Ontem (5), foram presos no município catarinense de Itajaí Gilson Pereira, sócio da empresa, e Sérgio Ambrósio, diretor financeiro. Outro sócio da empresa, João Gualberto Pereira teve mandado de prisão expedido pela Justiça, mas estava nos Estados Unidos. Segundo a defesa, ele deve se apresentar na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba no final da tarde. Pereira não é considerado foragido.

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