Force India diz que pode reconsiderar 'veto' à Marussia em 2015

Time, que fechou as portas no fim do ano passado, teve seu pedido recusado nesta quinta-feira

iG Minas Gerais | Folhapress |

A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi
Divulgação/ Facebook
A Marussia não irá participar das duas últimas provas da F1: GP Brasil e de Abu Dhabi

Um dia depois de rejeitar o pedido da Marussia de usar o carro de 2014 para competir no Mundial deste ano, a Force India afirmou que reconsideraria o pedido caso uma nova solicitação fosse feita de maneira adequada.

O time, que fechou as portas no fim do ano passado, teve seu pedido recusado nesta quinta-feira (5), durante uma reunião do Grupo Estratégico da F-1 realizado em Paris - todos os times deveriam estar de acordo para que o regulamento da categoria fosse alterado, mas a Force India, primeira a votar, negou o pedido.

"Não queremos perder mais equipes, mas uma das condições [para que a solicitação fosse atendida] era que elas teriam que demonstrar a viabilidade de seus programas", afirmou Bob Fernley, chefe da Force India, à revista inglesa "Autosport".

"Ficamos sem saber de onde vinha o dinheiro, se eles passariam a usar um carro de 2015 depois. Precisavam ter feito uma apresentação decente para que a proposta fosse considerada", completou o dirigente sobre o pedido da Marussia, que foi feito em apenas uma página e sem entrar em detalhes sobre o projeto.

No fim do ano passado, a equipe passou a ser administrada judicialmente e acabou não disputando as três últimas etapas do Mundial, os GPs dos EUA, do Brasil e de Abu Dhabi para tentar encontrar um comprador.

Apesar disso, a Marussia está provisoriamente inscrita no campeonato deste ano com o nome de Manor.

"Este processo foi encerrado, mas como qualquer coisa na vida, se você sofre uma rejeição uma vez você volta e tenta fazer as coisas da maneira certa na vez seguinte", completou Fernley.

Mesmo que mais para a frente consiga autorização para competir no Mundial deste ano, que começa em 15 de março, na Austrália, a equipe teria de correr para encontrar pessoal, já que boa parte de seus membros já arrumou emprego em outros times do grid.

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