Agentes da saúde decidem manter greve e alertam para risco de epidemia

Há mais de um mês parados, Agentes de Combate à Endemias (ACE) alertam para a possibilidade de uma epidemia de Dengue ou Chikungunya

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Após assembleia, categoria marchou até a porta da PBH, na avenida Afonso Pena
SINDIBEL / DIVULGAÇÃO
Após assembleia, categoria marchou até a porta da PBH, na avenida Afonso Pena

Os motoristas que passam pelo Centro de Belo Horizonte na manhã desta sexta-feira (6) podem se deparar com o trânsito causado pela manifestação dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Centenas de servidores fizeram uma assembleia geral mais cedo na praça da Estação e, após se decidirem pela continuação da greve que já acontece há 33 dias, marcharam em direção à porta do executivo municipal. 

Os trabalhadores estão em greve desde o dia 5 de janeiro deste ano e começaram a marchar por volta das 10h30. A categoria pede o cumprimento imediato, em âmbito municipal, da Lei Federal 12994/14, que institui o Piso Salarial Nacional da categoria e a obrigatoriedade de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O piso estabelecido é de R$ 1.014,00 por uma lei sancionada em junho do ano passado. Além da equiparação salarial eles pedem o retroativo ao valor da lei sancionada, bem como a inclusão no PCCS da Saúde.

A prefeitura alega que não tem como pagar o valor pedido, necessitando de um aporte maior de recursos do governo Federal. A reportagem de O TEMPO ainda não conseguiu contato com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar, para saber o que foi decidido na assembleia.

Conforme a nota divulgada antes da assembleia, a PBH não negocia com a categoria, mesmo com a interrupção das atividades há mais de um mês pelos ACE/ACS. "A prefeitura não apresentou contra proposta que atenda os anseios da categoria. Serviços essenciais para a saúde da população do município, como combate à Dengue, à Chikungunya, cadastro do Bolsa Família, do cartão do SUS, entre outras importantes ações ligadas ao Programa de Saúde da Família (PSF), estão interrompidos", dizia o texto.

Eles afirmam que inclusive que, no futuro, essa ausência dos trabalhadores poderá ser sentida caso haja uma epidemia destas doenças por falta de controle das pestes. A PBH foi procurada pela reportagem, entretanto, ainda não se posicionou. 

Trânsito 

De acordo com a BHTrans, o trânsito chegou a ficar complicado na região central, principalmente na rua da Bahia e avenidas Amazonas e Afonso Pena, por onde os manifestantes passaram. Entretanto, o protesto não foi muito longo e acabou se encerrando por volta das 11h30. Apesar disso, o trânsito ainda está complicado na região. 

Atualizada às 11h40

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