Obra vai mudar o comércio

Agostinho Silveira diz que Transcon consultou todas as empresas afetadas pela mudança durante a elaboração do plano e órgão ainda estaria aberto ao diálogo

iG Minas Gerais |

Planejamento.
Transcon diz que maior distância a ser percorrida por um usuário de ônibus será 280 metros
JOÃO GODINHO
Planejamento. Transcon diz que maior distância a ser percorrida por um usuário de ônibus será 280 metros

As mudanças no trânsito vão alterar a rotina de quem estuda, trabalha ou frequenta a região das obras da trincheira entre as avenidas David Sarnoff e Babita Camargos, na Cidade Industrial, em Contagem. Alguns dos 32 comerciantes na área de influência da obra temem prejuízos com a redução do fluxo de pessoas. Mas também há quem espera aumentar os lucros. O proprietário de um posto de gasolina na região, Welington Luiz, teme que o movimento caia bastante, já que o comércio fica bem na parte onde o trânsito será interditado. “Com obras, tudo para, vai ser complicado”. Ele diz que ainda não pensou em estratégia para se adaptar às alterações e que tudo vai depender do resultado da obra. Já na em uma concessionária, a previsão é que os desvios melhorem o faturamento. “Com essas mudanças de itinerário, os motoristas vão passar a circular mais pela praça da Cemig, que fica próxima à concessionária”, diz o gerente de vendas corporativas do local, Bruno Wilke. Diálogo O presidente da Transcon, Agostinho Silveira, afirma que todas as empresas afetadas pela mudança foram consultadas para a elaboração do plano e que o órgão ainda está aberto a novas colaborações. “A ordem é não fazer nenhuma mudança sem ouvir quem será afetado. Por isso, visitamos todas as 32 empresas e recebemos formulários de 21 com informações e sugestões”. O comércio de rua também sofrerá impactos. Evandro Santos, que tem um trailer de lanches em um dos pontos de ônibus a serem desativados na avenida David Sarnoff, diz que ainda não sabe onde vai trabalhar. “Estou aqui há quatro anos, as pessoas já estão acostumadas com o local”, afirma. Para Gilmar Filho, que vende frutas em outro ponto da avenida, o trânsito da região vai melhorar, mas o movimento do comércio deve diminuir. “Com certeza vou sair daqui e procurar outro lugar para trabalhar”, diz. 

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