Sete deputados por MG faltam ao primeiro dia de plenário

Os gabinetes de Jaime Martins e Stefano Aguiar não responderam

iG Minas Gerais |

Logo no primeiro dia de trabalho em reunião ordinária da Câmara Federal, na última quarta-feira, sete deputados eleitos por Minas faltaram ao trabalho para o qual foram eleitos. São eles: Gabriel Guimarães (PT), Jaime Martins (PSD), Júlio Delgado (PSB), Leonardo Quintão (PMDB), Renzo Braz (PP), Stefano Aguiar (PSB) e Toninho Pinheiro (PP).

Com isso, nossos representantes em Brasília abriram mão de colocar suas posições na votação que prorrogou a entrada em vigor da Lei 13.019/2014, que disciplina parcerias entre a administração pública e as Organizações Não Governamentais (ONGs). Eles também não puderam participar da primeira etapa das discussões sobre um projeto do Executivo que estabelece novas regras para pesquisa com patrimônio genético da biodiversidade brasileira. A reunião iniciada à tarde se estendeu até depois das 20h.

De acordo com a assessoria de Júlio Delgado, o deputado estava em Minas Gerais tratando de “questões partidárias”. Assim como ele, Toninho Pinheiro também estava em “compromissos político-partidários no Estado”. No gabinete de Gabriel Guimarães, a informação foi a de que ele estava “representando a Câmara na posse do secretário de Desenvolvimento Integrado dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Paulo Guedes”. A assessoria de Renzo Braz disse que o deputado “precisou retornar na segunda-feira para Muriaé por conta de um problema de saúde na família”. Leonardo Quintão estava em missão oficial, acompanhando o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a Vitória. Os gabinetes de Jaime Martins e Stefano Aguiar não responderam.

Na Assembleia... Ex-deputado federal, ex-presidente da Copasa, festejado empresário do setor de engenharia, amigo e fiel aliado do ex-presidente Itamar Franco, e pai do atual prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira (PMDB). São essas as qualificações do novo auxiliar técnico-executivo do gabinete do deputado estadual Isauro Calais (PMN), que ocupa seu primeiro mandato na Assembleia. Apesar do currículo invejável, Marcello Siqueira ocupará essa função bem menos midiática. Para isso, receberá R$ 8.812,47 por oito horas diárias de trabalho. Embora seja um salário relevante para a maioria dos brasileiros, não deve contribuir tanto com a renda de Siqueira, que, em 2006, na última vez em que se candidatou, declarou um patrimônio de R$ 2,78 milhões, em valores corrigidos.

... e na Light Engana-se quem pensa que o cargo de auxiliar em gabinete na ALMG significa uma clara perda de prestígio de Marcello Siqueira. Tanto que nesta quinta ele assumiu uma vaga no Conselho de Administração da Light, indicado pelo governo de Minas. Isso, mesmo sendo aliado de Aécio Neves e do governo anterior. A empresa elétrica do Rio tem como acionista majoritária a Cemig. Além de Siqueira, fazem parte do novo conselho o ex-ministro Nelson Hubner, o secretário de Casa Civil e de Relações Institucionais, Marco Antônio Teixeira, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Cemig, Fernando Henrique Schuffner Neto, o ex-chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff Giles Azevedo e a diretora estatutária da Equatorial Energia Ana Marta Horta Veloso.  

FOTO: Elza Fiúza/ Agência Brasil Izabella Teixeira e Kátia Abreu

Água e óleo? As ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e da Agricultura, Kátia Abreu, se reuniram nesta quinta com secretários estaduais das pastas correlatas para discutir o Cadastramento Ambiental Rural. As pastas representam duas áreas que produzem embates duros no Congresso, como foi no caso do Código Florestal. No entanto, Izabella Teixeira já elogiou Kátia Abreu, afirmando que ela “é melhor de diálogo do que alguns ambientalistas”.

6 CPIS foram protocoladas até nesta quinta na Câmara dos Deputados, mas apenas cinco podem funcionar simultaneamente, de acordo com o regimento da Casa.

Pego na mentira. O Ministério Público Federal ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Itaúna Eugênio Pinto. De acordo com a procuradoria, ele inventou falsas catástrofes, como cheias em rios e desmoronamentos de ruas, para receber recursos federais repassados a empresas parceiras em 2010.

Inconstitucional Quase 17 anos depois de ser promulgada pelo então governador Eduardo Azeredo (PSDB), a Lei 12.919/1998 foi declarada parcialmente inconstitucional nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O texto regula os concursos para cartórios de notas e de registro do Estado. A Corte entendeu que a lei viola o princípio constitucional da isonomia ao prever, nas provas de títulos, melhor pontuação para os candidatos que tenham desempenhado atividades em cartórios extrajudiciais ou apresentado temas em congressos relacionados aos serviços notariais e de registro.

Mais poder Irmão do presidente da Cemig, Mauro Borges, e alvo da oposição por ter sido nomeado diretor Técnico e de Novos Negócios da Copasa, Remulo Borges de Azevedo Lemos irá acumular ainda mais poder até a próxima reunião do Conselho de Administração da companhia. A Copasa informou ao mercado, na última quarta-feira, que Ronaldo Lamounier Locatelli, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, solicitou seu desligamento da empresa alegando motivos pessoais e que, por isso, Remulo acumulará as duas funções até que o conselho se reúna.

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