Coutinho pode ser ‘solução’ provisória na petrolífera

Executivo teria o apoio de Graça Foster por conhecer empresa

iG Minas Gerais |

Tampão. Coutinho já preside o Conselho de Administração da Petrobras e poderia assumir a empresa
LEVY RIBEIRO
Tampão. Coutinho já preside o Conselho de Administração da Petrobras e poderia assumir a empresa

Brasília. A definição sobre as presidências dos bancos públicos pode ser antecipada com a saída coletiva da diretoria da Petrobrás. Isso porque o atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho, pode ser uma “solução emergencial” para ocupar a presidência da petroleira. Ainda não há uma definição sobre ele ser mantido à frente da estatal ou ocupar o cargo temporariamente até uma solução definitiva.  

Coutinho conta com o apoio da ex-presidente Graça Foster, para quem o sucessor deve ser alguém que conheça a empresa. O presidente do BNDES integra o conselho de administração da Petrobras. Ainda estão cotados para a direção Murilo Ferreira, presidente da Vale, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco do Brasil, e Paulo Leme, presidente do Goldman Sachs.

O nome de Aldemir Bendine, que hoje comanda o Banco do Brasil (BB), está praticamente certo no comando do BNDES porque é intenção do governo redimensionar a esfera desenvolvimentista no banco de fomento. Junto com ele, devem assumir diretorias no BNDES o ex-ministro da Educação José Henrique Paim e o ex-secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) Alessandro Teixeira.

Paim é economista. Antes de ser ministro da Educação no ano passado, em substituição ao atual ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, foi analista de projetos do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul por seis anos.

Teixeira foi o número 2 do Mdic e tem a confiança da presidente Dilma Rousseff – ele foi um dos coordenadores da campanha da petista. Teixeira queria presidir novamente a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). No entanto, o governo bateu o martelo para colocar na Apex alguém com perfil mais técnico: o ex-presidente da TAM David Barioni.

São cotados para assumir o BB Alexandre Abreu, vice-presidente de Varejo do BB, e Paulo Cafarelli, que pediu exoneração do cargo de secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda. Abreu contaria com o apoio do ministro Aloizio Mercadante.

Bolsa Volatilidade. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou nesta quinta com leve queda, de 0,14%. Na véspera do anúncio da nova diretoria, as ações da Petrobras tiveram uma pregão de oscilação e terminaram em queda, apesar da recuperação da cotação do petróleo. Valores. As ações da estatal oscilaram entre uma alta de 2,42% e uma queda de 2,92%. Encerraram com baixa de 2,42% (ordinárias, com direito a voto, a R$ 9,66) e 2,20% (preferenciais, sem voto; R$ 9,80). Motivo. Além da escolha da diretoria, contribuiu com a oscilação o vencimento de opções de compras de ações da estatal na segunda-feira.

Privatização Cotado para assumir a presidência da Petrobras, Paulo Leme, presidente do Goldman Sachs no Brasil, já defendeu a privatização da estatal. Em 1999 – logo depois da desvalorização do real, no início do segundo governo FHC –, Leme afirmou que a privatização da estatal, do Banco do Brasil e da Caixa seriam medidas de “grande impacto” para restabelecer a confiança no Brasil.

Machado Sérgio Machado, presidente licenciado da subsidiária de transporte e logística da Petrobras, entregou carta de renúncia nesta quinta. O pedido ainda deve ser informado ao conselho de administração. Machado estava licenciado há três meses, desde que a empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers se negou a auditar o balanço com ele no comando da diretoria.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave