Estratégia da oposição é barrar todas as votações

Mudanças no regimento interno e fim da licitação geram mais polêmicas entre os vereadores

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Vereadores, mais uma vez, não liberaram a pauta de votação
Mila Milowsk - cmbh
Vereadores, mais uma vez, não liberaram a pauta de votação

A proposta de licitar os itens da verba indenizatória e as mudanças no regimento interno da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) vai gerar obstrução por parte da oposição, que promete não votar nenhum projeto.

Depois de mais um dia sem votação na Casa, a previsão é que os vereadores não consigam deliberar nada até o Carnaval.

Na sessão desta quinta, o líder da oposição, Juninho Paim(PT), contestou o modelo de licitação da verba colocando em dúvida a transparência do processo. “A licitação vai ser concentrada pela Mesa Diretora. Como vamos acompanhar o processo?”, questionou Paim, que disse que vai apresentar uma emenda para acabar com qualquer tipo de custeio de mandato.

Outro vereador opositor Gilson Reis (PCdoB) também falou que as sugestões de mudanças no regimento vão aumentar o poder do Executivo e diminuir a força da oposição. “Querem diminuir o tempo de liderança e do debate. O Executivo terá cada vez mais autonomia na Casa. É antidemocrático. Se depender da oposição, não votamos nada.”

O presidente da Casa, Wellington Magalhães (PTN), retrucou Juninho Paim e garantiu que, se ele for contra o modelo de licitação, vai fazer uma resolução para que aqueles que não quiserem mudar continuem usando a verba indenizatória. “Se não quer mudar, não tem problema. Faço uma resolução para quem quer continuar com a maneira atual”, ressaltou. A argumentação de Magalhães é vista como um golpe na oposição, já que, se os vereadores continuarem usando o atual modelo, indicaria ser contra a defesa da moralidade e o Ministério Público.

A pauta está travada por sete vetos do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Dessa forma, a votação do projeto de lei que extingue a verba indenizatória fica prejudicada. O texto foi lido em plenário nesta quinta e pode ir para a pauta da reunião da segunda-feira, sem garantia de votação.

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