Americanomantém meca do reggae

iG Minas Gerais |

LOS ANGELES, EUA. Roger Steffens liga o som, e Bob Marley canta uma bossa nova inédita. Peter Tosh ri numa foto, enquanto a voz de Bunny Wailer descansa em 60 horas de fitas com entrevistas exclusivas. A casa de Steffens em Los Angeles é uma meca do reggae, com seis quartos dedicados a sua coleção de mais de 40 anos, que já recebeu visitas de Keith Richards e foi base de livros e documentários.

Entre caixas com 1.500 camisetas, paredes com 4.000 broches e 30 mil flyers do mundo, Steffens guarda o maior arquivo de gravações do grupo The Wailers. O norte-americano de 72 anos, respeitado especialista em Marley, foi essencial na difusão do reggae nos EUA, como cofundador de um show de rádio e uma revista, além de presidir por 27 anos o comitê do gênero no Grammy.

Steffens conta que as joias são duas fitas de dez polegadas que achou na casa da mãe de Marley em Miami, em 1989. Há mais de uma hora de músicas inéditas. “As fitas estavam em pedaços. Achei um engenheiro de som que tinha uma máquina antiga para tocá-las. Começamos a ouvir e logo estávamos com lágrimas nos olhos”, disse.

Os arquivos, avaliados pelo Grammy Museum em US$ 3,2 milhões, estão à venda, mas só para quem garantir mantê-los reunidos e abertos ao público.

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