Demissões em hospital geram manifestação

Durante a manifestação desta sexta, não haverá a paralisação dos serviços do hospital

iG Minas Gerais | João Paulo Costa |

Profissionais vão prestar atendimento em 146 cidades do Estado
MARCOS BIZZOTTO/OTEMPO
Profissionais vão prestar atendimento em 146 cidades do Estado

Para denunciar a crise financeira vivida pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, funcionários contratados, médicos residentes, pacientes e seus acompanhantes fazem, nesta sexta, uma manifestação conjunta em repúdio à falta de condições de trabalho e de planejamento na gestão da unidade de saúde. A avenida Alfredo Balena, em frente à instituição, deve ser fechada a partir das 7h. Procurada, a direção do Hospital das Clínicas preferiu não comentar o assunto.

Os manifestantes querem chamar a atenção para a demissão de mais de 170 funcionários que trabalhavam por meio de contratos. Segundo trabalhadores do hospital, a demissão estaria prejudicando o atendimento aos pacientes, já que candidatos que passaram em um concurso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) não têm previsão para serem chamados.

De acordo com uma outra funcionária, o hospital aguarda 27 novos fisioterapeutas que passaram em um concurso da Ebserh. No entanto, o número não seria suficiente para atender a demanda. Um outro funcionário, que preferiu não ser identificado, afirmou que os funcionários contratados trabalharão somente até o próximo dia 28. Após essa data, segundo ele, o hospital vai operar com escala reduzida.

“A gente pretende pressionar para que seja feita uma transição planejada entre os funcionários e os concursados que entrarão. Tememos que, na ausência de funcionários, tanto enfermaria quanto CTI (Centro de Tratamento Intensivo) e ambulatórios não consigam atender a demanda de pacientes”.

Durante a manifestação desta sexta, não haverá a paralisação dos serviços do hospital.

Kátia Aparecida Ferreira de Andrade, da cidade de Setubinha, no Vale do Mucuri, tem uma filha de 5 anos se tratando na unidade. A menina sofre de hidranencefalia – doença que afeta o cérebro. “Minha filha precisa de fisioterapeuta diariamente e, caso os funcionários sejam mandados embora, temo por ela”.

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