Reuso da água é debatido em plenária na CMC

Isabella Filaretti apresenta PL

iG Minas Gerais |

Tensão. 

Filaretti acredita que projeto pode evitar a recessão de água.
LEANDRO PERCHE
Tensão. Filaretti acredita que projeto pode evitar a recessão de água.

O governo de Minas divulgou no último dia 28 um decreto que prevê medidas urgentes objetivando encontrar soluções para os problemas ocasionados pela falta de água, que atinge vários municípios mineiros. Como noticiado nas últimas semanas, em Contagem, não é diferente. Na lagoa Várzea das Flores, que abastece algumas regiões de Contagem e Betim, o nível da água está seis metros abaixo que o esperado para esta época do ano.

A proeminência de um racionamento de água é tão grande que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) criou em janeiro uma campanha para reduzir pelo menos em 30% o consumo de água pela população de toda a região metropolitana de Belo Horizonte, além de incentivar o corte de desperdícios.

Atenta ao cenário atual, a vereadora Isabella Filaretti, segunda secretária da presidência da Câmara Municipal, apresentou durante a primeira reunião de 2015, na terça-feira (03), o Projeto de Lei n° 003/2015, que traz diretrizes para o aproveitamento da água de chuva e reutilização de águas para fins não potáveis. “Esse projeto nasce da necessidade de aprendermos a nos beneficiar da água de forma sustentável, pensando no futuro”, afirma a vereadora.

O documento estabelece como obrigatoriedade a instalação de sistema de aproveitamento de águas de chuva nas construções, com mais de 150 m2, de edificações de uso multifamiliar ou exclusivo, bem como o tratamento e reuso de águas servidas (já utilizada nas atividades humanas, mas livre esgoto sanitário e cozinha) para setores industriais, comerciais, de prestação de serviços, postos de combustíveis e lava-jatos. Além disso, dispõe de uma série de especificações técnicas para as implantações estabelecidas.

Alguns estudos revelam que a retenção e o aproveitamento da água das chuvas nas edificações podem se tornar um agente poderoso na luta contra alagamentos e enchentes, sem contar o inestimável benefício que provocam ao evitar o desperdício de água, propiciando sua utilização posterior em pequenas atividades, reduzindo o consumo da água tratada, proveniente da rede pública de abastecimento, em até 50%.

A vereadora Isabella Filaretti acredita que este projeto é um passo importante para evitar a recessão absoluta de água.

Segundo ela, “o investimento feito na construção dos sistemas de aproveitamento das chuvas e reuso de água, vai gerar, em pouco tempo, economia não só para os rios, lagoas e represas, mas também para o bolso dos usuários. Preservar os recursos naturais é responsabilidade de todos”.

O projeto foi apresentado e segue para análise antes de ser votado.

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